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Caso Royal: prefeitura pode suspender alvará de instituto suspeito de maus-tratos

Vistoria no prédio é realizada nesta manhã e pode suspender funcionamento da empresa

São Paulo|Thiago de Araújo, do R7

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Três cães retirados do instituto foram localizados pela polícia
Três cães retirados do instituto foram localizados pela polícia

A Prefeitura de São Roque realiza na manhã desta quinta-feira (24) uma vistoria no Instituto Royal, em São Roque. Por volta das 10h30 dois fiscais da prefeitura, o prefeito, dois advogados e um secretário entraram no local para verificar se há condições estruturais para a realização das atividades do instituto. Caso isso não seja constatado, a prefeitura pode suspender temporariamente o alvará de funcionamento da empresa. 

Daniel de Oliveira Costa, prefeito de São Roque, concedeu uma coletiva de imprensa nesta manhã. Segundo ele, dependendo do que seja constato nessa vistoria, o alvará de funcionamento pode ser suspenso enquanto a questão está sendo investigada pela polícia. Questionado sobre a situação legal do instituto, Costa informou que a empresa possuía toda a documentação e que o funcionamento estava regular.


O prefeito explicou também que já há algum tempo a prefeitura tem realizado um trabalho de "conciliação" entre ativistas e o Instituto Royal, de onde foram retirados cerca de 200 cães da raça beagles após invasão de manifestantes na semana passada.

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Segundo Costa, dois encontros mediados pela prefeitura foram realizados entre defensores dos animais e representantes do instituto e uma terceira reunião estava marcada para ocorrer na semana anterior à invasão. Neste encontro, a empresa apresentaria documentação complementar sobre as atividades realizadas no local. De acordo com o prefeito, como não houve a reunião "a prefeitura perdeu o controle" e foi quando ocorreu a invasão do instituto. 

Costa informou, ainda, que por conta de denúncias de maus-tratos, há três meses foi realizada uma visita no instituto pela Vigilância Sanitária Municipal. Os fiscais puderam ver algumas das instalações do prédio e, na ocasião, não foi constatado nenhuma irregularidade no local. 

O Instituto Royal divulgou nesta quarta-feira (23) um vídeo em que a gerente geral da instituição, Silvia Ortiz, rebate as acusações de maus-tratos aos beagles que eram usados em pesquisas pelo laboratório. 

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