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Com interrogatório de Gil Rugai, termina quarto dia de julgamento

Questionado pelo juiz, acusado disse que ele e o pai tinham "personalidades bem diferentes"

São Paulo|Do R7

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Interrogatório durou parte da tarde e o início da noite desta quinta-feira
Interrogatório durou parte da tarde e o início da noite desta quinta-feira DIOGO MOREIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

Por volta das 20h25, terminou o quarto dia de julgamento de Gil Rugai, acusado de matar o pai, Luiz Carlos Rugai, e a madrasta, Alessandra de Fátima Troitino.

Gil Rugai foi o último a falar. Ele foi interrogado durante a tarde e o início da noite desta quinta-feira (21) no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista.


Durante o seu interrogatório, que começou na tarde desta quinta-feira, Gil Rugai falou ao júri sobre a relação que tinha com o pai, o publicitário Luiz Carlos Rugai, vítima do crime. Questionado pelo juiz se ele teria desentendimentos com a vítima, o réu afirmou que eles tiveram discussões algumas vezes, mas nada sério.

— Nós tínhamos personalidades bem diferentes.


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Sempre se referindo ao publicitário como “papai”, Gil Rugai ainda afirmou que já discutiu com Luiz Carlos sobre trabalho, mas nunca em relação a dinheiro.


Relembre o caso

O publicitário Luiz Carlos Rugai, 40 anos, e sua mulher, Alessandra de Fátima Troitino, 33 anos, foram assassinados a tiros dentro da casa onde moravam em Perdizes, zona oeste de São Paulo no dia 28 de março de 2004.

Alessandra foi baleada cinco vezes na porta da cozinha, segundo laudo da perícia. Luiz Carlos teria tentado se proteger na sala de TV. A pessoa que entrou no imóvel naquela noite arrombou a porta do cômodo com os pés e disparou quatro vezes contra o publicitário.

O comportamento aparentemente frio de Gil Rugai, na época com 20 anos, ao ver o pai e a madrasta mortos chamou a atenção da polícia, que passou a suspeitar dele.

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Os peritos concluíram que a marca encontrada na porta arrombada era compatível com o sapato de Rugai, que, ao ser submetido pela Justiça a radiografias e ressonância magnética, teria apresentado lesão no pé direito.

Na mesma semana do duplo homicídio, os policiais encontraram no quarto do rapaz um certificado de curso de tiro e um cartucho 380 deflagrado, o mesmo calibre da arma usada no assassinato do casal.

As investigações apontaram ainda que ele teria dado um desfalque de R$ 228 mil na empresa do pai, a Referência Filmes, falsificando a assinatura do publicitário em cheques da firma. Poucos dias antes do assassinato, ele foi expulso de casa.

Um ano e três meses após o duplo homicídio, uma pistola foi encontrada no poço de armazenamento de água de chuva do prédio onde o rapaz tinha escritório, na zona sul. Segundo a perícia, seria a mesma arma de onde partiram os tiros que atingiram as vítimas.

Rugai responde pelo crime em liberdade e está sendo julgado por duplo homicídio qualificado por motivo torpe.

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