São Paulo Constrangido, filho de Cravinhos pede anulação de paternidade

Constrangido, filho de Cravinhos pede anulação de paternidade

Jovem tinha apenas três anos na época do crime, que ocorreu em 2002, e agora move ação na Justiça por vergonha de pai assassino

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

O filho de Cristian Cravinhos, que tinha apenas três anos de idade quando o pai foi preso pela participação no assassinato dos pais de Suzane Von Hichthofen, crime que chocou o país em 2002, move um ação na Justiça em que pede uma anulação de paternidade.

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Hoje com 21 anos, o rapaz está decidido a cortar qualquer ligação com Cravinhos, a começar pela retirada dos dados paternos de todos os seus documentos. Além da brutalidade cometida pelo pai, ele sofre com o constrangimento de ser o filho de um assassino. 

Condenado a 38 anos de prisão, Cristian deixou a cadeia em 2017 para cumprir o regime aberto e voltou menos de oito meses depois, após agredir a esposa e subornar policiais.

Crisitan Cravinhos foi condenado a 38 anos de prisão

Crisitan Cravinhos foi condenado a 38 anos de prisão

Reprodução/Record TV

De acordo com informações da Record TV, na ação, o garoto alega passar por diversos constrangimentos por causa do pai. 

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O processo de desconstituição de paternidade corre em segredo de justiça. Em 2009, o filho conseguiu trocar o nome dele por decisão judicial. Mas, agora, além de não ter mais o nome do pai nos documentos, o jovem quer anular qualquer dever jurídico da relação pai e filho. Isso quer dizer que ele abre mão de receber pensão ou eventual herança. 

"A pessoa pode socorrer de um direito geral de cautela e ir ao poder judiciário e alegar que, na situação dele, dentro dessa especificidade de ele ser filho de uma pessoa que foi condenada pela Justiça e cumpriu pena, tem direito de [...] retirar, modificar, ou de apenas de excluir parte do seu nome de família. É esse nome que leva o peso de uma condenação criminal", diz Ivana David, desembargadora que, na época, era a juíza que decretou a prisão dos cravinhos e de Suzane. 

O filho alega, ainda, que nunca recebeu qualquer ajuda material ou apoio afetivo do pai, nem mesmo antes do crime. David afirma que, nessa situação, o menino precisa, sim, se proteger. "O nome Cravinhos não é um nome tão comum, na época foi um crime bárbaro [...] ele acaba sofrendo consequências morais e, inclusive, psicológicas". 

A desembargadora explica ainda que a família não pode ser penalizada por um crime que não cometeu. "A Constituição Federal exposa um conceito, uma garantia de que a pena não pode passar da pessoa do réu." 

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