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Em clima tenso, defesa de Gil Rugai pede para réu não responder a perguntas da acusação

Advogado de ex-seminarista reclama que promotor está "antecipando os debates"

São Paulo|Vanessa Beltrão, do R7

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Pergunta do promotor Rogério Zagallo esquentou clima do julgamento
Pergunta do promotor Rogério Zagallo esquentou clima do julgamento

O julgamento de Gil Rugai foi interrompido, no início da noite desta quinta-feira (21), após o clima ficar tenso entre defesa e acusação. As divergências começaram quando o promotor de Justiça Rogério Zagallo perguntou ao réu se as pessoas teriam algum motivo para incriminá-lo, já que, até agora, todas as provas que foram levantadas indicam que ele foi o responsável pelo assassinato do pai, Luiz Carlos Rugai, e da madrasta Alessandra de Fátima, ocorrido em 28 de março de 2004.

Zagallo quis saber se alguém teria algo contra o acusado, levando-se em conta tantos indícios de que Gil tenha participado das mortes. O réu respondeu que não, e seu advogado de defesa, Marcelo Feller, decidiu intervir. Afirmou que a promotoria estava "antecipando os debates", marcados para esta sexta-feira (22), em vez de fazer perguntas objetivas.


— A defesa interrompe e recomenda a seu cliente que deixe de responder às afirmações.

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Após a orientação da defesa, Rugai disse que não responderia mais às questões da acusação. O promotor, então, fez mais uma pergunta para o réu.

— Você se sentiu intimidado por mim?


A resposta de Gil Rugai foi objetiva.

— Não, o senhor está sendo educado.


Gil Rugai diz que falsificava assinatura do pai em cheques a pedido dele

Depois da negativa do réu, o promotor defendeu o direito dele de interrogar, mesmo que Gil Rugai opte por ficar em silêncio. Ele foi apoiado pelo assistente de acusação, Ubirajara Mangini, que foi repreendido pelo juiz Adilson Paukoski.

— Não precisa levantar a voz.

A situação foi resolvida após o magistrado se dirigir ao promotor e afirmar que ele deveria "fazer perguntas, e não discurso". Porém quando Zagallo retomou o interrogatório, Gil pediu para ir ao banheiro, e a sessão foi interrompida. O julgamento está no quarto dia no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo.

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