Esquartejador de Higienópolis: para evitar traumas, família não teve acesso à imagem da cabeça
DHPP colheu material genético dos possíveis parentes da vítima para análise
São Paulo|Do R7

O DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa), da Polícia Civil de São Paulo, não apresentou imagens do esquartejado encontrado no mês passado à possível família da vítima.
Parentes de um desaparecido forneceram aos policiais do departamento a foto do homem. Foram os investigadores que concluíram que o rosto era compatível com a cabeça achada na Sé.
O procedimento foi adotado, segundo o DHPP, para evitar traumas.
“Por ética, a imagem da cabeça, bastante deformada, não foi apresentada à família, evitando maior sofrimento àquelas pessoas”, afirma nota emitida pelo departamento.
O nome do desaparecido não foi divulgado.
O DHPP chegou à possível família da vítima após os parentes do homem desaparecido registrarem o sumiço em uma delegacia da capital. A perícia deve analisar material genético da família para confirmar se o desaparecido é, de fato, o esquartejado.
O caso
Um mendigo vasculhava um lixo na esquina das ruas Sergipe e Sabará, por volta de 9h de domingo (23), quando encontrou as primeiras partes do corpo — pernas e braços. Os dedos das mãos teriam sido cortados para dificultar a identificação da vítima.
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Mais tarde, às 12h30, o tronco, que estava envolto em um vestido, foi encontrado, também em sacos de lixo, dentro de um carrinho de feira entre a rua Mato Grosso e a rua José Eusébio, junto ao Cemitério da Consolação. A pele foi aparentemente retirada para evitar o reconhecimento de tatuagens ou sinais. Pouco tempo depois, na rua da Consolação, também perto do cemitério, foram encontradas as coxas envoltas em saco plástico, amarrados com durex e fita crepe.
A cabeça também foi encontrada por um morador de rua na praça da Sé. Ele procurava comida na região quando encontrou o saco com a cabeça dentro.













