Haddad diz que situação da Prefeitura de SP era de “descalabro” e “degradação”
Em entrevista a jornal, prefeito de SP elogia CGM criada em sua gestão
São Paulo|Do R7

Após a revelação da máfia dos fiscais que cobravam propina para reduzir o valor do ISS (Imposto Sobre Serviço), o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse que a situação na prefeitura era de "descalabro". A declaração foi dada ao jornal Folha de S.Paulo na edição deste domingo (10).
— Ouvi que a situação era a pior possível do ponto de vista ético. Havia uma degradação. Nichos instalados e empoderados. Havia uma percepção de degradação.
Em entrevista ao jornal, Haddad elogiou à CGM (Controladoria-Geral do Município), criada por ele a partir da experiência da CGU (Controladoria-Geral da União), que revelou a máfia que fraudou a prefeitura em cerca R$ 500 milhões. De acordo com o prefeito, a controladoria criada em sua gestão é “um divisor de águas”, em relação a já existente.
— A controladoria tem duas ou três características importantes. A primeira é a autonomia. Ela não presta contas ao prefeito. O [controlador-geral Mario] Spinelli não presta contas a mim. Não pede permissão para investigar este ou aquele procedimento. Não tem o dever de sequer me comunicar. Se existe uma pessoa que controla o processo de investigação, ele está viciado. A ideia é que não haja um controlador, mas uma controladoria.
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Relação com Kassab
Questionado pela publicação se o escândalo poderá colocar em risco uma aliança com o ex-prefeito, Gilberto Kassab, Haddad diz que eles se valem “dez anos de tecnologia de combate à corrupção da CGU”.
— Não é pouco trazer isso para São Paulo. É um patrimônio inestimável para a cidade. Em vez de inabilidade política, deveria ser visto como resposta do Executivo a uma situação de descalabro.
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