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Homem que esquartejou família de bolivianos em SP é preso na Bolívia

Corpos do casal e filho mortos e esquartejados foram encontrados em Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo, no dia 8 de janeiro

São Paulo|Lumi Zúnica, da Record TV

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Família estava desaparecida desde 23 de dezembro
Família estava desaparecida desde 23 de dezembro

Um homem suspeito de assassinar e esquartejar uma família de bolivianos na noite do Natal, de 2018, em São Paulo, foi preso em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

O coronel Jhony Aguilera, da polícia boliviana, confirmou à reportagem que o suspeito já se encontra preso, e que os detalhes da prisão serão divulgados neste domingo em coletiva de imprensa.


Leia mais: Família de bolivianos foi morta no período do Natal, diz delegado

Apesar do crime ter sido cometido no Brasil e a ordem de prisão também ter sido emitida pela Justiça brasileira, não se sabe se o homem será entregue para a Polícia Federal do Brasil, uma vez que ele possui cidadania boliviana. O destino do suspeito deve ser definido nas próximas horas por um juiz da Bolívia, segundo informou a advogada Patrícia Vega, que representa os familiares da vítima. A advogado está tentando embarcar com destino a Santa Cruz de la Sierra para acompanhar os tramites judiciais.


O caso

Os corpos de Jesus Reynaldo, de 39 anos, sua esposa Irma Morante Sanizo, 38, e o filho do casal Gian Abner Morante, de oito, foram encontrados esquartejados em sacos plásticos, em uma residência em Itaquaquecetuba, na região metropolitana paulista, no dia 8 de janeiro.


Laudos do IML (Instituto Médico Legal) apontaram que o casal foi morto por asfixia mecânica por estrangulamento, e seu filho por traumatismo cranioencefálico. Ele havia recebido uma pancada na cabeça.

O casal estava desaparecido desde o dia 23 de dezembro, data em que Arias alugou a casa onde os corpos foram encontrados. Ele teria se passado por Irma e enviado mensagens do celular da vítima a parentes, dizendo que a família tinha se mudado para São Paulo, onde mantinham uma oficina de costura.

Arias era cunhado do casal e segundo familiares tinha um histórico de violência e consumo exagerado de álcool.

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