São Paulo Ibirapuera: marquise é totalmente interditada após decisão judicial

Ibirapuera: marquise é totalmente interditada após decisão judicial

Medida veio em resposta a ação que denunciava riscos que a estrutura mal conservada representa aos visitantes do parque, na zona sul de SP

  • São Paulo | Do R7

Em 2017, parte do teto da Marquise desabou, exigindo reparos

Em 2017, parte do teto da Marquise desabou, exigindo reparos

RENATO S. CERQUEIRA / FUTURA PRESS / ESTADÃO CONTEÚDO - 03.12.2020

A marquise do Parque Ibirapuera foi totalmente interditada na quarta-feira (2), seguindo uma determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo, em decorrência dos riscos que a estrutura mal conservada representa aos visitantes do parque, na zona sul da capital. 

A medida veio em resposta a uma ação civil da Associação dos Moradores do Jardim Lusitânia contra a prefeitura de São Paulo.

Os autores da ação defendem que, mesmo após a assinatura da concessão do parque à gestão privada, a marquise continua sob responsabilidade pela manutenção estrutural da área. A associação ainda argumenta que por causa da negligência da prefeitura, responsável pelo parque até 2019, a estrutura teria chegado ao ponto crítico em que está.

Interdição parcial

A marquise está interditada parcialmente desde fevereiro do ano passado, depois de uma vistoria identificar infiltrações, danos na impermeabilização, pontos de segregação do concreto e corrosão da armadura.

Em 2017, parte da estrutura desabou sob o vão livre, motivando reparos. Mesmo após a concessão do parque à iniciativa privada, o problema deve se manter, já que a Marquise é um dos equipamentos que não ficou sob a gestão da Urbia, empresa responsável pela estrutura. 

Em resposta ao R7, a prefeitura de São Paulo afirmou que o "município irá cumprir a decisão judicial, sem prejuízo de apresentar os esclarecimentos necessários e as providências adotadas no local", mas não informou como pretende reparar a estrutura.

Concessão

Com a assinatura da concessão de um lote de parques municipais de São Paulo, o Parque Ibirapuera passa a ser gerido por uma empresa privada. Isto significa que o parque terá parte de seus equipamentos culturais, infraestrutura esportiva e riqueza natural sob responsabilidade de uma empresa privada pelos próximos 35 anos.

Os termos do edital foram vencidos pela Urbia, que se comprometeu a investir R$ 180 milhões no local e em outros parques do lote: Jacintho Alberto, Jardim da Felicidade, Tenente Brigadeiro Faria Lima, Lageado e Eucaliptos.

Entre as melhorias previstas para o Ibirapuera pela empresa responsável está o investimento nas exposições culturais - de forma que o parque tenha programação todos os dias-, a abertura para novos restaurantes e a integração de um sistema de segurança com a CGM (Guarda Civil Metropolitana), com a aquisição de cerca de 150 câmeras.

A concessão terá que seguir padrões do Plano Diretor do parque, que estabelece normas para manter a qualidade do serviço, o patrimônio histórico e natural. O documento foi elaborado depois de uma batalha na Justiça, que determinou a criação do documento por meio de audiências públicas, por não considerar que o processo anterior tinha transparência e compromisso com a preservação ambiental.

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