Instituto diz que colocará cães recuperados para adoção
Segundo empresa, beagles passarão por tratamento veterinário antes
São Paulo|Do R7

Os beagles que forem recuperados pelo Instituto Royal, em São Roque, não voltarão a passar por testes farmacêuticos, segundo nota divulgada pela empresa, nesta segunda-feira (21). Ao menos 178 cães foram levados por ativistas que invadiram a sede do laboratório, na última quinta-feira (17).
O instituto ainda informou que os animais devolvidos serão recolhidos, receberão tratamento veterinário adequado e poderão ser colocados para adoção. Até esta tarde, nenhum dos cachorros havia sido entregue ao laboratório.
O presidente da Comissão de Proteção e Defesa Animal da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil), Ricardo Ligiera, afirmou que o delegado que investiga o caso se comprometeu a não devolver os animais devolvidos ao Instituto Royal até o fim das investigações.
Para OAB, não há dúvidas que cães retirados de instituto sofreram maus-tratos
O pedido dele neste momento é para que os cães jamais sejam abandonados. Eles não têm condições de sobreviver se forem deixados na rua. Os beagles não devem ser entregues a pessoas que não saibam a procedência deles, já que podem estar contaminados, segundo Ligiera.
— Alguns desses cães vomitam substâncias contaminadas, as fezes também estão anormais. Eles não devem ser deixados com outros animais.
Quem estiver com algum desses cães também deverá levá-los a um veterinário de confiança, para que eles passem por exames de sangue e toxicológico.
Advogado pede que cães retirados de instituto em SP não sejam abandonados
O caso
O Instituto Royal foi invadido na noite da última quinta-feira por ativistas que exigiam explicações sobre as pesquisas envolvendo cães desenvolvidas pelo laboratório. Após o cancelamento de uma reunião, o grupo se mobilizou pela internet, o que fez com que diversas pessoas fossem até São Roque.
Durante a invasão, um beagle congelado em nitrogênio foi achado, além de dentes e outras partes de cães guardadas em recipientes. A suspeita é de que os animais sofriam maus-tratos durante as pesquisas.
A Polícia Civil investiga o furto dos cachorros e também a denúncia de maus-tratos.













