Justiça aceita denúncia contra mãe acusada de matar filhas no Butantã
Juíza acolheu ainda manifestação do MP desfarável quanto à insanidade mental da mulher
São Paulo|Do R7

A Justiça de São Paulo aceitou nesta quinta-feira (3) a denúncia do Ministério Público contra Mary Vieira Knorr, de 53 anos, apontada como a responsável pelas mortes das duas filhas, Paola Knorr Victorazzo, de 13 anos, e Giovanna Knorr Victorazzo, de 14, no mês passado. A juíza Lizandra Maria Lapenna acolheu ainda a manifestação do promotor Rogério Leão Zagallo, do 5º Tribunal do Júri, desfavorável quanto à insanidade mental da acusada.
O advogado de Mary, Lindemberg Pessoa de Assis, já afirmou, em entrevista anterior ao R7, que um “surto” pode ter influenciado a conduta da cliente. Zagallo, por outro lado, não vê elementos que sustentem que a acusada apresente algum tipo de distúrbio mental. Ele destacou que todas as pessoas ouvidas relataram que ela tinha um “comportamento normal”.
A pena por homicídio qualificado, sugerida na denúncia do Ministério Público, pode passar de 30 anos de prisão, levando em conta o número de vítimas e os agravantes citados pela promotoria. Segundo a denúncia, Mary Knorr matou as duas filhas “valendo de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa das vítimas”, o que “gerou edema pulmonar, quer seja a elas ministrando veneno, quer seja impedindo que as pequenas ofendidas respirassem”.
Contam como agravantes contra a mulher o fato de os dois crimes “terem sido praticados contra descendente e com a prevalência das relações domésticas”, já que Mary vivia com as filhas na mesma casa, na qual ela foi encontrada no dia 14 de setembro, depois da polícia ter sido acionada. A polícia suspeita que Paola e Giovanna já estavam mortas há pelo menos dois dias, já que os corpos apresentavam sinais de decomposição.
O caso
As adolescentes foram achadas mortas na tarde do dia 14 de setembro, após um chamado feito ao Corpo de Bombeiros a respeito de um suposto vazamento de gás na casa da família, no Butantã, na zona oeste da capital. Quando PMs arrombaram a porta da casa, encontraram a mulher deitada em um sofá, dizendo que as meninas estavam mortas.
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Os corpos das meninas estavam em um quarto, cada uma em um beliche. A polícia ainda aguarda a conclusão dos laudos para saber o que causou as mortes e quando elas aconteceram. O cachorro da família também havia sido morto, com um saco plástico na cabeça, e havia indícios de que o gás da casa tivesse sido aberto.













