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Justiça concede liberdade provisória a estudante acusado de agredir coronel da PM em protesto 

Paulo Henrique Santiago dos Santos estava preso desde o último dia 25 

São Paulo|Do R7

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Coronel Reynaldo Simões Rossi é agredido por manifestantes
Coronel Reynaldo Simões Rossi é agredido por manifestantes Eli Simioni /CPN/Sigmapress

O estudante Paulo Henrique Santiago dos Santos,de 22 anos, preso sob acusação de agredir o coronel da PM, Simões Rossi, na manifestação de 25 de outubro em São Paulo, conseguiu liberdade provisória. Ele saiu do Centro de Detenção provisória III de Pinheiros nesta quinta-feira (7) por volta das 18h.

Na ocasião do terceiro ato do MPL (Movimento Passe Livre), o garoto que estuda Relações Internacionais na faculdade Santa Marcelina, foi indiciado por tentativa de homicídio, formação de quadrilha, roubo e lesão corporal. Ele foi detido e levado para a carceragem no 2º DP (Bom Retiro). Outras 92 pessoas também foram detidas durante o protesto, porém soltos no mesmo dia.

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Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária, Paulo Henrique foi colocado em "liberdade provisória por volta das 17h55, por força de Alvará de Soltura".

A condição imposta pelo juiz é que ele não participe de manifestações públicas, bares, casas noturnas, locais de reunião e aglomeração de pessoas, exceto a faculdade que está cursando. 

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O perito Ricardo Molina apresentou aos advogados de defesa o estudo do vídeo em que supostamente Paulo Henrique agride o coronel. Entretanto, a análise quadro a quadro mostram o acusado longe do coronel desde o começo da agressão, de acordo com escritório Braga Martins Advogados, responsável peladefesa do jovem.

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A defesa se manifestou em nota dizendo que “Paulo Henrique foi reconhecido por meio de uma foto e acusado de agredir fisicamente um coronel da PM. No entanto, em nenhum momento ele pode ser visto em cenas de agressão ou depredando o patrimônio público. O vídeo que circula na internet também demonstra ser inviável apontar a sua autoria. Quem aparece agredindo o policial é um indivíduo desconhecido e que está mascarado, sendo que Paulo estava sem máscara (por não pertencer aos Black Blocs) e inerte”.

O escritório afirmou que “continuará a tomar as medidas cabíveis para assegurar o direito de liberdade de Paulo Henrique”.

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