Justiça marca segundo julgamento do massacre do Carandiru para julho
Novo júri ficou para 29 de julho e vai julgar mais 28 policiais pela morte de 73 detentos
São Paulo|Do R7

O juiz José Augusto de Nardy Marzagão, da Vara do Júri de Santana, marcou para o dia 29 de julho, às 9h, o julgamento de mais 28 policiais acusados do massacre do Carandiru, ocorrido em 1992. Na operação, 111 presos foram mortos. Os PMs são acusados de matar 73 pessoas no terceiro andar do presídio.
O primeiro julgamento aconteceu no mês passado. Após sete dias de julgamento, a grande maioria dos policiais militares acusados da morte de 13 presos que estavam no segundo pavimento do pavilhão nove no massacre do Carandiru foi condenada por homicídio qualificado — com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Dos 26 policiais acusados pela morte dos presos, 23 foram condenados a 156 anos de prisão, inicialmente, no regime fechado. Os réus receberam a pena mínima de 12 anos por cada uma das mortes dos 13 detentos. Os condenados poderão recorrer em liberdade. Outros três PMs foram absolvidos pelo júri, que acatou o pedido feito pela acusação.
Relembre história, invasão e massacre no complexo penitenciário
Relembre os massacres com envolvimento da polícia
Os julgamentos foram divididos em quatro blocos, a partir das ações policiais ocorridas em cada um dos quatro andares do Pavilhão Nove. O novo júri também vai acontecer no plenário 10 do Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo.
Relembre o caso
O massacre do Carandiru começou após uma discussão entre dois presos dar início a uma rebelião no pavilhão nove. Com a confusão, a tropa de choque da Polícia Militar, comandada pelo coronel Ubiratan Guimarães, foi chamada para conter a revolta. Foram mortos 111 detentos.
Ao todo, 286 policiais militares entraram no complexo penitenciário do Carandiru para conter a rebelião em 1992, desses, 84 foram acusados de homicídio. Desde aquela época, cinco morreram e 26 já foram julgados. Agora restam 53 para serem levados a julgamento.
O coronel Ubiratan Guimarães chegou a ser condenado a 632 anos de prisão, porém um recurso absolveu o réu e ele não chegou a passar um dia na cadeia. Em setembro de 2006, Guimarães foi encontrado morto com um tiro na barriga em seu apartamento nos Jardins. A ex-namorada dele, a advogada Carla Cepollina, foi a julgamento em novembro do ano passado pelo crime e absolvida.
Em abril de 2013, 23 policiais militares foram condenados a 156 anos de reclusão por homicídio qualificado — com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Os réus receberam a pena mínima de 12 anos por cada uma das mortes dos 13 detentos. Os condenados poderão recorrer em liberdade. Outros três PMs foram absolvidos pelo júri, que atendeu pedido feito pela acusação.













