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Justiça Federal decreta prisão preventiva de MCs Ryan e Poze do Rodo após pedido da PF

STJ tinha determinado soltura dos funkeiros, mas Justiça Federal ordenou nova prisão para assegurar aplicação da lei penal

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Justiça Federal em Santos decreta a prisão preventiva de MCs Ryan e Poze do Rodo, e outros, por lavagem de dinheiro.
  • A decisão atende pedido da Polícia Federal após a soltura dos artistas por considerarem ilegalidades nas prisões anteriores.
  • O juiz Roberto Lemos Filho justifica a prisão preventiva para garantir a aplicação da lei, dado o alto poder econômico dos investigados.
  • Os suspeitos, ligados à Operação Narco Fluxo, podem estar envolvidos em uma organização criminosa estruturada para lavagem de dinheiro e apostas ilegais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

PF pediu prisão preventiva dos cantores após STJ determinar a soltura deles Montagem/Redes Sociais

A Justiça Federal em Santos (SP) decretou nesta quinta-feira (23) a prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, Raphael Sousa de Oliveira (dono da página “Choquei”) e outros 33 investigados por envolvimento em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro.

A decisão acatou um pedido da Polícia Federal, que foi feito logo após o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Messod Azulay Neto determinar a soltura dos cantores e dos demais investigados por entender que houve “flagrante de ilegalidade” nas prisões ocorridas na semana passada.


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Ao pedir a prisão preventiva dos MCs, a PF disse que ainda analisa os materiais apreendidos com os investigados, como dispositivos eletrônicos e documentos diversos.

Além disso, a corporação pontuou que os funkeiros teriam movimentado ao menos R$ 1,6 bilhão por meio de uma associação criminosa estruturada e alertou que a liberdade deles representaria um risco concreto de continuidade das operações.


Ao atender à solicitação, o juiz Roberto Lemos Filho disse que a prisão preventiva se justifica para assegurar a aplicação da lei penal.

“O elevado poder econômico dos investigados, aliado à utilização de mecanismos financeiros sofisticados, inclusive com alcance internacional, demonstra a existência de meios concretos para evasão e ocultação patrimonial, o que pode comprometer a efetividade da persecução penal”, disse.


De acordo com o magistrado, ao que tudo indica, “a engrenagem criminosa operava movimentando valores bilionários por meio de intermediadoras financeiras de alto risco, empresas de fachada e múltiplas contas de passagem”.

“Há nos autos provas concretas da ocorrência dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa, bem como indícios mínimos de autoria e participação dos representados nos fatos apurados no bojo do inquérito policial”, destacou o juiz.


Para Lemos Filho, “a estrutura organizada do grupo, a capacidade financeira dos investigados e a natureza das condutas apuradas tornam ineficazes medidas menos gravosas, incapazes de impedir a continuidade delitiva ou a interferência na investigação”.

“As atividades delituosas até o momento apuradas pela Autoridade Policial caracterizam potencial comprometimento do sistema financeiro e da confiança pública nas relações de intermediação e poupança, bem como a circulação de recursos à margem do controle estatal, com potencialidade para causar dano patrimonial em larga escala a inúmeros terceiros”, afirmou.

O Ministério Público Federal opinou de forma favorável às prisões preventivas e destacou que a dinâmica dos fatos “evidencia a participação em esquema voltado à movimentação de valores expressivos, com utilização de mecanismos complexos de ocultação e dissimulação de recursos ilícitos”.

Primeira prisão

Os investigados foram presos pela primeira vez no último dia 15 no âmbito da Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal.

O grupo é suspeito de integrar uma organização criminosa altamente estruturada, voltada à lavagem de dinheiro em larga escala, com base principalmente na exploração de apostas ilegais e rifas digitais, além de possíveis conexões com o tráfico internacional de cocaína.

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