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Menina morta durante cirurgia plástica faria três anos em menos de duas semanas

Garota queria festa de princesa e foi enterrada com uma coroa em Campo Limpo Paulista

São Paulo|Do R7, com Balanço Geral

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Raphaela Oliveira de Loiola, de dois anos, morreu durante uma cirurgia plástica
Raphaela Oliveira de Loiola, de dois anos, morreu durante uma cirurgia plástica

A menina Raphaela Oliveira de Loiola, morta durante uma cirurgia plástica, completaria três anos no dia 3 de setembro. A criança queria ter uma festa de princesa. Pais, amigos e parentes realizaram a vontade dela: a menina foi enterrada com uma pequena coroa, como conta a amiga da família, Sirlei Neri. 

— No próximo dia 3, ia ser a festa de aniversário dela e ela pedia muito que fosse de princesa, que o tema fosse de princesa, porque ela era uma princesa. Tanto é que a gente estava esperando o corpinho dela e eu tive a ideia: "Ela tem que ir como uma princesa". Então eu saí e comprei uma coroinha pro sepultamento dela. E ela foi como princesa, como ela queria. 


O corpo de Raphaela foi sepultado na manhã da última quinta-feira (22), no Cemitério de Campo Limpo Paulista, cidade a 62 km de São Paulo. A criança morreu, na noite desta terça-feira (20), no Hospital Santa Marcelina, em Itaquera, na zona leste da capital paulista. A família acredita que houve erro médico. O hospital informou que a menina teve uma reação alérgia a uma anestesia. 

A avó de Raphaela, Tereza Frederico de Oliveira, buscava lembranças boas da neta caçula.


— Eu queria tanto que minha filha tivesse essa filha pra eu brincar com ela. 

Amanda de Oliveira, prima da menina, falou da personalidade da criança.


— Era uma menina alegre, extrovertida, brincava com todo mundo. Era a alegria da casa. (...) Era nossa princesa, que Deus levou. Eu nunca pensei que pudesse escrever na lápide da minha própria prima. 

Os pais da menina são de Campo Limpo Paulista. A cirurgia para corrigir uma ptose palpebral — queda da pálpebra superior — já estava marcada havia mais de um mês e, antes do procedimento cirúrgico, a criança fez três consultas médicas e vários exames que não revelaram nenhum problema de saúde.


No dia da cirurgia, a família saiu cedo de casa e chegou ao hospital por volta das 8h30 da última terça-feira. O procedimento estava marcado para as 12h, mas começou seis horas depois, como conta a mãe da menina, Viviane Loiola. 

— Na hora que subiu para a sala de cirurgia, ela estava conversando, tirando foto, estava brincando normal.

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A mãe foi para o centro cirúrgico com a menina. Ela viu quando um médico pegou uma máscara anestésica usada em crianças, mas o objeto foi largado na maca, segundo a mãe, e foi usada uma injeção. 

— Pegou um líquido branco, aplicou nela, daí ela já dormiu. 

Depois disso, os médicos pediram que ela deixasse o centro cirúrgico. Três horas depois, os médicos informaram que a criança tinha morrido. A família fez um boletim de ocorrência no 53º Distrito Policial que foi registrado como morte suspeita. Viviane acredita que a morte foi causada por negligência médica.

— Eu acho que foi um erro médico, porque os exames estavam tudo certinho. Agora eu não sei se tinha que fazer um exame para ver se ela podia ou não tomar essa anestesia ou se ela estava há muito tempo sem comer e não podia dar assim direto nela por ela ser tão pequenininha, tão fraca. Eu não sei, não sei.

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Rafaela era filha caçula do casal, que já tem uma adolescente de 14 anos. 

Outro lado

O Hospital Santa Marcelina enviou uma nota sobre a morte de Raphaela Oliveira de Loiola, de dois anos. Na mensagem, a unidade médica informa que a menina entrou no centro cirúrgico para corrigir uma ptose palpebral. No entanto, os problemas começaram 40 minutos depois. "A criança evoluiu com quadro clínico sugestivo de uma doença rara, associada ao anestésico inalatório e Succnil Colina chamada de Hipertemia Maligna, condição extremamente grave que evoluiu em parada cardiorrespiratória", diz a nota.

O hospital informou ainda que usou todos os recursos, "nclusive a medicação de resgate para essa situação (Dantrolene), sem sucesso". Os médicos também tentaram, durante uma hora e meia, ressuscitar a criança, antes de constatar a morte. 

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