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Metrô é multado após demitir grevistas

Autuação do Ministério do Trabalho foi de R$ 8.000; ainda cabe recurso

São Paulo|Do R7

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Categoria afirma que liste de demissões já estava pronta
Categoria afirma que liste de demissões já estava pronta

O Metrô de São Paulo foi autuado em R$ 8.050,55 após demitir por justa causa 42 funcionários, envolvido na greve da categoria. A multa foi aplicada pelo auditor Renato Bignami, que considerou que a companhia feriu os direitos dos trabalhadores. A empresa garante que vai recorrer.

A categoria acusa o Metrô de ter uma lista de demissões previamente montada caso a greve fosse deflagrada. A empresa diz que os desligamentos foram por justa causa e por diversos motivos como vandalismo, uso indevido do sistema de som das estações, entre outros. A SRTE (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego) quer que a companhia prove individualmente as razões das dispensas.


No quinto e último dia de paralisação, o Metrô demitiu 42 funcionários, entre eles 11 integrantes da direção do Sindicato dos Metroviários. Segundo Bignami, “isso é aviltar os direitos dos trabalhadores”.

A companhia se baseia na decisão do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), que considerou a paralisação abusiva, e não garantiu estabilidade aos trabalhadores. Em nota, o Metrô afirma que “a posição do Ministério do Trabalho é um acinte ao Judiciário, ignora o sofrimento de 5 milhões de usuários do Metrô e contradiz inclusive a posição do ministro da Justiça, que defendeu a decisão judicial”. 


A Justiça definiu o reajuste salarial da categoria: 8,7%, bem abaixo dos 35,47% exigidos pelo sindicato no começo da campanha salarial. Nas últimas negociações, eles haviam concordado com 12,2%. Mesmo assim, com a deflagração da greve, o Metrô encerrou as conversas e pediu que o TRT determinasse os índices de aumento do salário e dos benefícios.

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