PM Juliane: possível resgate motivou transferência de suspeito do crime
Homem foi transferido na quarta-feira (8) por precaução para o CDP de Pinheiros após delegado receber uma denúncia anônima
São Paulo|Plínio Aguiar, do R7

A Polícia de São Paulo transferiu um dos supeitos de envolvimento na morte da PM Juliane após o delegado responsável pelo caso, Antônio Sucupira, receber uma denúncia anônima sobre uma suposta tentativa de resgate do acusado pela facção criminosa PCC (Primeiro Comandando da Capital).
"Ontem veio uma denúncia de que ele seria alvo de resgate, pois ele é parte do comando, do partido do crime organizado", disse o delegado. "Ainda bem que ele foi embora, porque para nós é um alívio, senão seria mais uma preocupação de aumentar a segurança do DP onde ele estava", finalizou.
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O homem conhecido na região como “Sem Fronteira” foi preso por suspeita de envolvimento no crime na terça-feira (7). Após a denúncia e o pedido da polícia, ele teve a prisão temporária decretada por 15 dias e foi transferido para um CDP (Centro de Detenção Provisória), por volta das 22h da quarta-feira (8).
O suspeito é apontado como um dos gerentes do tráfico na comunidade de Paraisópolis, região do Morumbi, zona oeste de São Paulo.
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Procurada pela reportagem do R7, a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) informou que o preso conhecido por "Sem Fronteira" "deu entrada no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros IV ontem (8), por volta das 21h30".
Outros envolvidos
Até agora, a polícia de São Paulo prendeu dois suspeitos por envolvimento na morte da PM Juliane. De acordo com testemunhas, quatro pessoas foram responsáveis por sequestrar a policial.
O outro suspeito preso aparece nas imagens de segurança com a moto da PM Juliane teve a prisão temporária decretada por 30 dias pela Justiça de São Paulo, após prestar depoimento na tarde desta quarta-feira (8) para a Polícia Civil.
Segundo a RecordTV, o homem, conhecido como “Silvinho”, teria se entregado às autoridades ao saber que estava sendo procurado. Ele alegou que teria aceitado abandonar a moto da PM morta em troca de drogas, mas não sabia a origem do veículo.
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