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Polícia encerra nesta semana investigação sobre caso de jovem suspeita de torturar rival na Praia Grande

Vídeo da violência se espalhou pelas redes sociais; ciúme teria motivado agressão

São Paulo|Ana Cláudia Barros, do R7

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Suspeita se apresentou na delegacia no último dia 27
Suspeita se apresentou na delegacia no último dia 27

A investigação sobre o caso da adolescente torturada na Praia Grande, litoral sul de São Paulo, será finalizada no início desta semana. De acordo com a titular da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) da cidade, Rosemar Cardoso Fernandes, a polícia apenas aguarda os laudos psicológico e do exame do corpo de delito realizados na vítima para encaminhar o inquérito ao Poder Judiciário.

Ao R7, a delegada informou que, na última sexta-feira (31), teve acesso à cópia do prontuário médico da adolescente. O documento indicava suspeita de traumatismos. Rosemar destacou, entretanto, que a palavra final será a do IML (Instituto Médico Legal), responsável pelo exame de corpo de delito.


A violência foi registrada em vídeo, que se espalhou pelas redes sociais, provocando reações indignadas de internautas. A mulher que aparece nas imagens torturando a garota se apresentou na delegacia no dia 27 de outubro. Acompanhada pelo pai e pelo advogado, Elizângela Fernandes foi interrogada e indiciada por sequestro, tortura e cárcere privado. Na sequência, os policiais a levaram, algemada, para o 2° Distrito Policial, localizado na vizinha São Vicente.

A suspeita estava foragida desde o dia 7 de outubro, quando teve a prisão temporária decretada. Inicialmente, a defesa informou que apresentaria a mulher durante o período eleitoral, já que o artigo 236 do Código Eleitoral (Lei 4737/65) determina que "nenhuma autoridade poderá, desde cinco dias antes e até 48 horas depois do encerramento da eleição, prender ou deter qualquer eleitor, salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto".


Um detalhe fez cair por terra a estratégia: Elizângela não estava inscrita na Justiça Eleitoral, portanto, não poderia ser considerada eleitora. Desta forma, a titular da DDM de Praia Grande, que preside o inquérito, não foi impedida de realizar a prisão.

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De acordo com a delegada, durante o interrogatório, a mulher não demonstrou arrependimento e chegou a argumentar que "estava certa".

Também no dia do indiciamento, o advogado da suspeita, Fábio Baptista, adiantou que pediria a revogação da prisão temporária da cliente. Caso a Justiça negue a solicitação, ele informou que entraria com um pedido de habeas corpus para que Elizângela possa responder em liberdade.

Outra suspeita, que teria filmado a violência, já está presa. As cenas foram gravadas no final de setembro, mas só caíram na rede dias depois. A agressão, segundo a polícia, teria durado três horas, versão rebatida por Elizângela.

A delegada chegou a cogitar a prisão de uma terceira suspeita, mas não havia elementos que comprovassem a participação dela nos crimes.

Defesa na internet

Dias antes de se apresentar na delegacia, Elizângela resolveu se defender usando a internet. Em vídeo de pouco mais de nove minutos, postado no YouTube, a jovem explicou por qual motivo não havia se apresentado na delegacia e disse que não era uma "cobra".

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"Ai, que delícia!"

Nas imagens da tortura, que também foram postadas na internet, a agressora bate na vítima, que tem o rosto queimado com cigarro. A adolescente é ameaçada e forçada a se autodepreciar.

Em um dos momentos em que a agressora queima o rosto da jovem, ela fala, em tom de sarcasmo: "Uma marquinha para você nunca mais se esquecer da Elizângela [...] Ai, que gostoso! Ai, que delícia".

O que motivou a violência foi ciúme. O pivô da briga seria o então companheiro de Elizângela. Ela argumentou no vídeo que a vítima é ex-namorada do rapaz, apelidado de Bolinho, e que nunca aceitou o fim do relacionamento. Por essa razão, continuaria a “correr atrás” do jovem. 

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