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Polícia faz reconstituição da morte do MC Daleste nesta quinta-feira, em Campinas

Um dos pontos-chave será determinar a trajetória da bala que atingiu cantor

São Paulo|Do R7

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O MC é o sexto funkeiro morto no Estado de São Paulo nos últimos três anos
O MC é o sexto funkeiro morto no Estado de São Paulo nos últimos três anos

A polícia faz, nesta quinta-feira (17), a reconstituição da morte do funkeiro Daniel Pellegrine, o MC Daleste, assassinado, em Campinas, no interior de São Paulo. O artista foi baleado no abdômen, quando fazia um show durante uma quermesse em um conjunto habitacional na periferia da cidade. Com a reprodução simulada dos fatos, os policiais esperam obter detalhes sobre como aconteceu o crime, cuja autoria ainda não foi definida.

Um dos pontos-chave será determinar a trajetória da bala que matou Daleste. O artista foi ferido no palco, menos de dez minutos após o começo da apresentação, no último dia 6. Antes do tiro fatal, o funkeiro chegou a ser baleado de raspão na axila direita. Ao reparar que algo havia o atingido no braço, o cantor reclamou com a plateia, mas na hora, não desconfiou que se tratava de um disparo de arma de fogo. Ele morreu no hospital, na madrugada do dia 7.

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De acordo com laudo do IML (Instituto Médico Legal), divulgado na segunda-feira (15), Daleste sofreu anemia aguda, em função da quantidade de sangue que perdeu.

Além de ouvir testemunhas, a polícia analisa fotos e vídeos feitos pelo público para tentar encontrar pistas do atirador. Por ora, a certeza é de que a morte do funkeiro foi premeditada e que a pessoa responsável sabia manejar bem a arma de fogo.

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Linhas de investigação

A polícia trabalha com, pelo menos, três linhas de investigação para tentar chegar ao assassino. Uma delas seria a de crime passional.Testemunhas disseram aos investigadores que o funkeiro teria se envolvido em uma briga em Campinas, um mês antes, por causa de uma moça. A hipótese é negada pela família da vítima.

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Outra hipótese investigada seria uma briga com os organizadores da quermesse em Campinas, o que também é negado por parentes do MC.

A terceira dá conta de que o assassino seria um policial. A possibilidade surgiu a partir da acusação de um amigo do cantor. MC Daleste estaria sendo extorquido por policiais militares, mas os familiares do cantor também rebatem a afirmação.

Para Roland Pellegrine, pai do funkeiro, o filho foi executado por alguém que não suportava vê-lo vencer na vida. O jovem fazia uma média de 40 shows por mês e faturava cerca de R$ 200 mil.

Daleste é o sexto funkeiro morto no Estado de São Paulo nos últimos três anos. Até hoje, nenhum caso foi esclarecido.

Assista ao vídeo:

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