'Privatização ameaça nosso trabalho': presidente do sindicato diz que greve não é política
Governador de SP classificou a paralisação feita por funcionários do Metrô e da CPTM de 'criminosa, política e irresponsável'
São Paulo|Isabelle Amaral, do R7

Presidente do Sindicato dos Metroviários, Camila Lisboa rebateu nesta terça-feira (28) a fala do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sobre a greve do Metrô e da CPTM ter motivação política.
"A privatização ameaça o nosso trabalho. Não teve nenhum processo de privatização no Brasil que não teve redução de pessoas. Então, a greve é justamente pela defesa dos postos de trabalho. A nossa luta não é política, mas sim trabalhista", disse Camila, durante uma live.
Freitas e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), classificam a paralisação como um "ato criminoso, político e irresponsável".
"As pessoas só querem ir ao trabalho, ao médico, à escola e ficam impedidas pela irresponsabilidade dessa turma", disse Nunes.
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Além dos funcionários do transporte sobre trilhos, a Sabesp e os professores da rede estadual aderiram à greve porque são contra a privatização de empresas e serviços públicos.
Tarcísio diz que a pauta de privatizações estava em sua campanha política e que vai continuar com os processos.
"A operação da Sabesp acontecerá no próximo ano. E vai ser um grande sucesso. Do mesmo jeito que prometemos não aumentar a tarifa no primeiro ano de mandato e não aumentamos. Essa é uma greve política. Não é reivindicação por salário nem por outra medida trabalhista", afirmou o governador.
Liberação das catracas e plebiscito
Ainda segundo Camila Lisboa, se o governador tivesse liberado as catracas, os funcionários trabalhariam e fariam a manifestação sem prejudicar a população, mas o pedido foi negado por Tarcísio.
Houve ainda a sugestão, também negada, que fosse realizado um plebiscito para que o público vote sobre a privatização do transporte sobre trilhos.
Decisão judicial ignorada
Tarcísio lembrou ainda que, mais uma vez, a decisão judicial que pedia o funcionamento de pelo menos 80% do sistema de transporte não foi cumprida.
A presidente do Sindicato dos Metroviários rebateu e disse que, como o ocorrido na última paralisação, em 3 outubro, a categoria vai recorrer. "O direito da greve está previsto em Constituição. Vamos recorrer das decisões judiciais", alegou.
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Os usuários do transporte público sobre trilhos de São Paulo se decepcionaram mais uma vez com a greve do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) que ocorre nesta terça-feira (28)
Os usuários do transporte público sobre trilhos de São Paulo se decepcionaram mais uma vez com a greve do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) que ocorre nesta terça-feira (28)











































