Promotor vai apurar aumento da violência em SP
Ele quer investigar falhas na "política de segurança" e motivo de baixa produtividade dos policiais
São Paulo|Do R7
O promotor Saad Mazloum abriu inquérito civil sobre a escalada da violência na cidade de São Paulo. Mazloum quer investigar falhas na "política de segurança pública".
— Nós queremos descobrir por que há uma baixa produtividade dos policiais.
Há três prisões por mandado para cada cem crimes violentos na capital. Se verificadas omissões, o Ministério Público poderá processar o Estado.
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Bônus para policial
Menos de um ano após anunciar, e não implementar, o projeto de pagamento de bônus por desempenho a policiais militares, o governo de São Paulo voltou a prometer, no dia 22 de maio, quevai premiar policiais civis, militares e técnico-científicos que conseguirem reduzir taxas de criminalidade. A primeira proposta foi divulgada em agosto pelo ex-comandante-geral da PM Roberval França e outra foi divulgada em março, já pelo atual secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira.
As metas e a premiação, segundo Grella, só seriam definidas depois de estudos coordenados pela ONG.
— O sistema de metas vai ser construído a partir desse trabalho de consultoria que o Instituto Sou da Paz vai contratar. Nós não temos ainda a definição de metas, é algo que vai acontecer agora nos próximos meses. O trabalho de consultoria é que vai permitir fixação dessas metas, o acompanhamento desses resultados.
O Instituto Sou da Paz quer definir parte das metas e indicadores no segundo semestre. O foco é a redução de crimes graves contra a vida e o patrimônio, como homicídios, latrocínios e roubos. Modelos estruturados em Estados como Rio, Minas Gerais e Pernambuco servirão como referência.
Só no ano que vem, no entanto, deve ser estabelecido o pagamento. Antes, será preciso aprovar uma nova lei para regulamentar os bônus. Perguntada sobre o risco de haver maquiagem de dados para aumentar o valor das recompensas, a diretora do Instituto Sou da Paz, Luciana Guimarães, disse que serão avaliadas formas de controlar eventuais desvios.
Entre 2004 e 2006, por exemplo, foi constatado que o número real de roubos a banco no Estado representava, em média, 46% dos casos registrados pela polícia. Foi aberta uma auditoria para identificar erros e chegar aos números corretos, como explica a diretora do Sou da Paz.
— Efeitos colaterais podem existir, mas são pequenos se comparados aos ganhos em gestão que podem vir com a medida.
Relembre o caso:















