Secretaria de Segurança Pública vai apurar fala de coronel sobre morte de PMs
Coronel disse à imprensa que cabo Andréia Pesseghini havia denunciado colegas de trabalho
São Paulo|, com R7

O secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, Fernando Grella Vieira, disse que vai instaurar um procedimento administrativo para apurar as declarações dadas na imprensa pelo coronel Wagner Dimas, comandante do 18º Batalhão da Polícia Militar.
Na última quarta-feira (7), Dimas disse que o cabo da PM Andréia Regina Bovo Pesseghini, morta na segunda-feira (5), na zona norte de São Paulo, com o marido (sargento da PM), o filho, a tia e a mãe, havia feito denúncias sobre o envolvimento de policiais com roubo a caixa eletrônico.
— Nós não tínhamos conhecimento do fato que ele falou. A Corregedoria não tinha essa denúncia. O Comando-Geral não tinha essa denúncia e, ao que consta, ele também não tinha essa notícia. Ele vai ter que se explicar por que ele falou. Foi instaurado um procedimento, a nosso pedido, no Comando-Geral para que esse fato seja apurado. Já que ele falou, ele tem de explicar.
Diferentemente do que Dimas havia dito anteriormente durante entrevista à Rádio Bandeirantes — quando revelou que a policial morta junto com a família havia denunciado colegas de trabalho que estariam envolvidos com roubos a caixas eletrônicos — o coronel teria dito à Corregedoria da PM que isso não ocorreu.
Sobre a investigação, o secretário afirmou que as apurações estão abertas para informações que levem a diferentes hipóteses.
— Todos os dados e informações estão sendo checados. Nenhuma linha de investigação está sendo excluída, mas, até agora, esse trágico evento vem se confirmando na linha de homicídio seguido de suicídio.
Entenda o caso da chacina de PMs
A principal suspeita da polícia é de que Marcelo Eduardo Pesseghini, de 13 anos, matou a mãe, o pai, Luiz Marcelo Pesseghini, a tia-avó, Bernardete Oliveira da Silva, e a avó, Benedita Oliveira da Silva. Depois, cometeu suicídio.
Quatro pessoas foram ouvidas na última sexta-feira (9): duas professoras da escola onde Marcelo estudava e dois filhos de Bernardete.
O delegado Itagiba Franco, do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), responsável por conduzir o inquérito, afirmou.
— Durante o dia de ontem, não houve nenhuma declaração que mude a linha das investigações.
Na quinta-feira (8), um soldado da PM amigo da família disse aos investigadores que o pai do garoto, Luiz Marcelo Pesseghini, havia ensinado o filho a atirar. Segundo o soldado, ele levava o filho a um estande de tiros em Pedreira, na zona sul de São Paulo. A mãe também havia ensinado o menino a dirigir.
Ontem também esteve no DHPP o promotor criminal Norberto Jóia, designado para acompanhar as investigações policiais.













