Sem-teto e professores fazem manifestação na zona oeste de São Paulo
Grupo pretende caminhar até a avenida Paulista e entregar pauta no gabinete da presidência
São Paulo|Do R7, com Agência Record e Estadão Conteúdo

Cerca de 150 pessoas, a maioria do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) estão reunidas no largo da Batata, próximo à avenida Brigadero Faria Lima, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, desde as 9h30 desta quinta-feira (3). Eles pretendem seguir em marcha com 300 sem-terra que participam da Marcha Nacional em Defesa da Reforma Agrária desde o dia 8 de junho. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), o grupo ocupa a calçada.
O ato, que conta também com o apoio dos metroviários e dos alunos e professores em greve da USP (Universidade de São Paulo), deve seguir em marcha até o escritório da Presidência da República, no número 2.163 da avenida Paulista, na região central, para entregar uma carta com reivindicações unificadas sobre reforma agrária, readmissão dos metroviários demitidos durante a greve, libertação do funcionário da USP Fábio Hideki, entre outras. Ainda não se sabe quando começará a passeata. Segundo a PM (Polícia Militar), a manifestação é pacífica.
O policiamento está reforçado na região e alguns comerciantes fecharam as portas. Edson Oliveira, proprietário de uma loja de pesca esportiva, optou por fechar o estabelecimento e disse que teme a ação de black blocs.
— Estou baixando as portas por garantia contra eles. Para mim, todo esse pessoal deveria arranjar um emprego.
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Cerca de 40 policiais fazem um cordão na frente dos bares e comércios. Outros se mantêm no entorno da praça. O clima é tranquilo e um carro de som toca músicas brasileiras. Entre os manifestantes, há sem-teto fantasiados, crianças e idosos. Faixas com temas estão no chão do largo da Batata, entre elas a readmissão dos metroviários e as ocupações do MTST.
De acordo com o coordenador do MTST Josué Rocha, os sem-terra que estão em marcha desde o dia 8 já saíram da USP, onde passaram a noite, e estão a caminho.
Além dos trabalhadores sem-teto, há metroviários que vieram para lutar pela readmissão dos funcionários durante a greve, como afirma o secretario geral do Sindicato dos Metroviários, Alex Fernandes.
— Daqui a cinco dias, faz um mês que o governador fez essa covardia de demitir os trabalhadores. Um ato como esse só fortalece a nossa luta porque há solidariedade de outros grupos, como os sem-teto e os sem-terra.













