Sindicato entrega documento a Alckmin e pede mais empenho nas investigações sobre morte de dentista
Alexandre Peçanha Gaddy foi enterrado nesta terça-feira; ele morreu após ter corpo queimado
São Paulo|Vanessa Beltrão, do R7

O presidente do Sindicato dos Odontologistas de São Paulo, Pedro Petrere, entregou na tarde desta terça-feira (4) mais um documento ao governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, pedindo providências e mais investigação em relação ao caso do dentista Alexandre Peçanha Gaddy, que teve 60% do corpo queimado durante um assalto.
— Nós estamos exigindo providências, porque isso [o crime] não pode ficar impune.
Segundo Petrere, o governador teria dito que o caso está perto de uma solução e pediu para que a categoria aguardasse. Após mais de uma semana do crime, nenhum suspeito foi identificado pela polícia. Quando questionado se a investigação está lenta, Petrere disse que sim.
Segundo o presidente, pessoas que entendam de segurança e especialistas da capital paulista deveriam ser enviadas para São José dos Campos para ajudar nas diligências.
— Não desmerecendo a polícia de São José dos Campos, que está fazendo o trabalho, mas até agora não deu resultado, então nós queremos que mais gente esteja agregada a isso.
Na terça-feira da semana passada — dia 28 —, um dia após o crime, o sindicato já havia entregado um documento ao governo do Estado também pedindo empenho na investigação do caso.
Enterro
O corpo do dentista Alexandre Peçanha Gaddy, queimado durante um assalto em São José dos Campos, no interior de São Paulo, foi enterrado por volta das 17h desta terça-feira, no Cemitério Gethsêmani, na praça da Ressurreição, na Vila Sônia, zona oeste de São Paulo. O sepultamento foi acompanhado por familiares e amigos da vítima, que jogaram rosas brancas sobre o caixão. Ele era separado e deixa dois filhos.
Gaddy, de 41 anos, morreu por volta das 22h30 desta segunda-feira (3). Ele estava internado desde o dia 30 de maio no hospital Albert Einstein, na capital paulista. A assessoria de imprensa da instituição não passou detalhes da causa da morte, mas o estado de saúde do dentista era crítico devido ao agravamento do estado geral e a longa extensão de queimaduras sofridas (cerca de 60% do corpo), a maioria dessas lesões de terceiro grau.













