Suspeitos de queimar dentista aguardam fim das investigações detidos em São Caetano e Diadema
Adolescente que participou da ação está em uma unidade da Fundação Casa de São Bernardo
São Paulo|Do R7

Os suspeitos de matar queimada a dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza estão detidos desde o último sábado (27), quando foram presos em ação policial em Diadema. Segundo Roberto Meneses, delegado titular do 2º DP de São Bernardo do Campo, Jonatas Cassiano Araújo foi levado para um CDP (Centro de Detenção Provisória) em São Caetano do Sul e Vitor Miguel de Souza está preso em Diadema. O menor de idade que participou do assalto — e confessou ser o responsável por atear fogo na dentista — foi levado para uma unidade da Fundação Casa de São Bernardo do Campo.
O delegado informou ainda, que a próxima etapa do trabalho policial é encontrar o quarto suspeito de participar da ação, identificado como Tiago de Jesus Pereira. Os três detidos no sábado confessaram ter cometido o crime, segundo a polícia.
O grupo suspeito de atear fogo e matar a dentista está sendo investigado por participação em mais oito crimes. De acordo com a polícia, foi identificado o mesmo modus operandi em outras ocorrências ainda não resolvidas. Os locais escolhidos para assalto era quase sempre consultórios comandados por mulheres. Somente em uma oportunidade o local do crime foi uma casa.
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Luiz Maurício Blazek, delegado geral da Polícia Civil explicou que o uso do álcool e fogo era a forma que a quadrilha usava para ameaçar as vítimas de seus crimes.
— Atear fogo era uma forma de ameaça deles. Eles usavam um isqueiro. Um indício muito forte de que eles são os responsáveis pelo crime é que o anel da vítima estava na carteira de um dos elementos.
O crime
A dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, de 47 anos, foi queimada viva durante um assalto dentro de seu consultório, na rua Copacabana, bairro do Jardim Anchieta, em São Bernardo do Campo. De acordo com a Polícia Militar, Cinthya atendia uma paciente — cujo nome não foi divulgado — quando criminosos apertaram a campainha. Um dos bandidos disse que precisava de atendimento odontológico e a dentista abriu o portão. Logo, mais dois invadiram a casa. A paciente ficou com os olhos vendados durante toda a ação e teve a bolsa, o celular e dinheiro roubados.
Cinthya disse que estava com pouco dinheiro, mas forneceu o cartão do banco e a senha. Os criminosos sacaram R$ 30 da conta da dentista em um banco próximo ao local do crime.
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Segundo a paciente, única testemunha do crime, por volta das 12h30, a dentista começou a passar mal e, um dos bandidos, que aparentava ser menor de idade, resolveu encharcá-la com álcool para assustá-la. Segundo informações da polícia, eles queimaram a vítima por não terem conseguido levar mais dinheiro.
De acordo com o delegado seccional de São Bernardo, Waldomiro Bueno Filho, a paciente — que não ficou ferida — conseguia ouvir a dentista gritando "não faz isso" e pedindo socorro.
— Ela tentou apagar o fogo quando os bandidos fugiram, mas não foi possível. A dentista morreu em menos de três minutos.













