Testemunha aponta que mais dois vereadores estão envolvidos com máfia do ISS em SP
Ministério Público confirma que os nomes de Paulo Fiorilo e Nelo Rodolfo foram citados
São Paulo|Do R7, com Jornal da Record News

Os nomes de mais dois vereadores da Câmara Municipal de São Paulo foram citados durante as investigações do esquema de corrupção no pagamento do ISS (Imposto sobre Serviços) na prefeitura, o qual pode ter gerado um prejuízo aos cofres públicos de até R$ 500 milhões. A informação foi colhida pelo MP (Ministério Público) por meio de um depoimento de uma testemunha protegida.
Segundo essa testemunha, os vereadores Paulo Fiorillo (PT) e Nelo Rodolfo (PMDB) receberam dinheiro de Ronilson Bezerra Rodrigues, auditor fiscal suspeito de ser o chefe do esquema de corrupção na Secretaria Municipal de Finanças entre outubro de 2010 e dezembro de 2012, para suas campanhas eleitorais no ano passado. De acordo com o MP, o testemunho foi dado por uma ex-amante de Rodrigues.
Por meio de notas oficiais, tanto Fiorillo quanto Rodolfo admitiram terem tido contato com alguns dos investigados em algum momento, mas negaram veementemente qualquer recebimento de recursos.
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A denúncia de um possível financiamento de campanha também foi feita em relação a outro vereador, Antonio Donato (PT), ex-secretário de Governo de Fernando Haddad na prefeitura. Licenciado por pelo menos mais uma semana, Donato nega ter recebido uma mesada mensal de R$ 20 mil de Rodrigues e de outro auditor investigado, Eduardo Horle Barcellos.
Outro nome ventilado nas investigações foi o do vereador Aurélio Miguel (PR), que teria trocado "muitas ligações" com Rodrigues, que chegou a admitir, segundo Barcellos, que precisava trocar de celular para não levantar suspeitas. O ex-judoca também teria recebido dinheiro de Rodrigues, o que ele já negou. O vereador disse que conhecia o auditor, mas que "sua relação com o funcionário da Secretaria de Finanças Ronilson Bezerra Rodrigues se dá apenas e exclusivamente no âmbito institucional, na condição de vereador membro da Comissão de Finanças e Orçamento".
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Segundo informações publicadas pelo jornal O Estado de S.Paulo nesta sexta-feira (15), mais auditores e autoridades foram citados nos últimos depoimentos prestados ao MP. Os nomes de Walter Aluísio, secretário de Finanças de janeiro de 2008 a janeiro de 2011, e do seu secretário adjunto, Silvio Dias, foram mencionados. Ambos frequentariam o “ninho”, como foi apelidado o escritório onde os auditores investigados comandavam o esquema.
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