Logo R7.com
RecordPlus

Um policial militar é morto a cada 16 dias em São Paulo

Entre janeiro e junho deste ano, 11 PMs em serviço, folga ou inativos foram assassinados no Estado. Batalhão da Rota é o único que teve duas mortes

São Paulo|Kaique Dalapola, do R7

  • Google News
Nos seis primeiros meses deste ano, 11 policiais militares foram mortos
Nos seis primeiros meses deste ano, 11 policiais militares foram mortos

Entre janeiro e junho deste ano, 11 policiais militares foram vítimas de homicídio ou latrocínio no Estado de São Paulo — o que corresponde a um PM morto a cada 16 dias. O número representa uma redução de 60,7% com relação ao mesmo período do ano passado. A informação foi dada pela Polícia Militar ao R7.

O número considera policiais militares em serviço, folga e inativos. Entre as vítimas, quatro eram soldados, seis eram cabos — os cargos mais baixos da PM — e um era 2º tenente (o único inativo entre os mortos). Seis estavam de folga, três em serviço e um a caminho do trabalho.


Leia também: No 1º trimestre de Doria, PM mata mais e morre menos

Os quatro últimos PMs mortos no Estado foram no mês de junho — o mais letal para os policiais no ano. O cabo Marivaldo Camelo da Rocha Júnior, 35 anos, e o soldado Vitor de Oliveira Farias, 33 anos, estavam em serviço, enquanto o soldado Rodolfo Lino Santos estava a caminho do trabalho e o cabo Elias Matias Ribeiro, 49 anos, foi morto durante o dia de folga.


Conforme informações policiais, o cabo Ribeiro foi morto carbonizado em Araraquara (a cerca de 320 km de São Paulo). O corpo do PM foi encontrado no banco da frente de um carro em chamas em 4 de junho, junto ao colete balístico, arma, carregador e algemas do policial.

As investigações apontam que ele foi morto a mando da namorada, por causa de traição. Ela teria descoberto que o policial mantinha um caso com a filha mais nova dela, de 20 anos.


A segunda vítima no mês mais sangrento para os policiais foi o soldado Lino. Ele havia saído de casa, em Cotia (Grande São Paulo), para iniciar a jornada de serviço em 19 de junho. No caminho, foi abordado por um homem que efetuou dois disparos contra o PM. O soldado chegou a ser socorrido e ficou internado, mas morreu no último dia 23.

Já o soldado Farias foi baleado enquanto abordava um suspeito de roubo, que estava em uma motocicleta, no Jardim Ângela (zona sul da capital), no dia 23 de junho. Dois homens passaram em outra motocicleta e atiraram no policial, que chegou a ser socorrido mas não resistiu.


Quatro dias depois, o cabo Rocha Júnior também foi morto a tiros durante o trabalho. Ele tentou intervir um assalto em Ferraz de Vasconcelos (Grande São Paulo). O PM estava em patrulhamento quando viu um roubo a carro e tentou impedir. Ele foi baleado pelos criminosos, que fugiram.

O único batalhão que teve mais de um morto no primeiro semestre deste ano foi o 1º de Choque, a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), considerada como a tropa de elipe da PM de São Paulo.

O batalhão perdeu dois cabos assassinados durante folga. O primeiro foi Daniel Gonçalves Correa, morto com tiro na cabeça no dia 25 de abril, em Santos (litoral paulista).

Dez dias depois, o colega dele de batalhão, cabo Fernando Flávio Flores, foi executado enquanto saía de casa, na região de Interlagos (zona sul de São Paulo), com vários tiros de fuzil.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.