'Vamos fazer uma festona', diz mãe após Justiça dar liberdade a jovem
Preso há quase 3 anos, Igor Ortega recebeu liberdade provisória nesta terça-feira (30). Justiça pediu novos exames que podem apontar inocência de rapaz
São Paulo|Kaique Dalapola, do R7

O ajudante geral Igor Barcelos Ortega, 22 anos, vai voltar para casa após dois anos e oito meses preso por um roubo e uma suposta tentativa de latrocínio que afirma não ter cometido.
Em junho de 2017, ele foi condenado a 15 anos e seis meses de prisão. Nesta terça-feira (30), o 2º Grupo de Câmaras de Direito Criminal do TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) deu continuidade ao julgamento do recurso e decidiu dar a liberdade provisória ao jovem.
"Ainda não foi inocentado, mas vai ser. Pode passar o ano que for, a gente vai provar a inocência dele. Mas agora vou poder abraçar ele de novo e vamos fazer uma festona lá no [Jardim] Corisco [periferia da zona norte]", disse Elisabeth Barcelos, mãe do jovem, após receber a notícia que o filho voltaria às ruas.
O caso, no entanto, deve voltar a ser julgado depois de ser realizado novos exames periciais de DNA e de identificação balística. Estes exames serão conclusivos para apontar se Igor estava ou não nos crimes pelos quais é acusado.
"O resultado de hoje foi extremamente positivo, é uma vitória sem precedentes essa determinação da soltura de alguém ainda durante o trâmite de uma revisão criminal", disse a advogada Dora Cavalcanti, da Innocence Project Brasil, que defende o jovem.
O rapaz está preso desde outubro de 2016, apontado como responsável por dois crimes, um roubo e uma tentativa de latrocínio, em Guarulhos (zona norte de São Paulo).
Dora afirma que acha "excelente" que os desembargadores pediram novos exames periciais para dar continuidade ao julgamento. Ela diz que os laudos vão confirmar qualquer dúvida que a Justiça ainda tem sobre a inocência do rapaz, "porque nós temos a plena convicção da inocência do Igor", disse a advogada.
"O projeto já analisou ponto a ponto, todos os indícios, todos os elementos objetivos, e hoje está materialmente comprovado que Igor Barcelos não estava naquele local em que ocorreram os crimes", afirmou Dora.
Em uma carta escrita para reportagem no último domingo (28), Igo disse que estava esperançoso neste julgamento. Segundo o pai dele, Tadeu da Silva, o rapaz estava tão confiante que seria inocentado que já havia começado a distribuir suas roupas aos companheiros de cela da Penitenciária de Irapuru.













