Logo R7.com
RecordPlus

‘Acho difícil não termos casos de chikungunya em SP’, diz secretário

David Uip afirma que febre prima da dengue não deve atingir níveis epidêmicos neste ano

Saúde|Do R7

  • Google News
David Uip, secretário de Estado da Saúde
David Uip, secretário de Estado da Saúde

O secretário estadual da Saúde de São Paulo, David Uip, admitiu, nesta terça-feira (12), que o Estado corre o risco de ter casos locais (os chamados casos "autóctones") de febre chikungunya, doença transmitida pelo mesmo mosquito que a dengue (saiba mais sobre a doença no quadro abaixo).

— A situação preocupa porque o vetor [o transmissor] é o mesmo da dengue — afirmou o secretário — Estamos trabalhando rápido para isolar os casos importados [adquiridos em outros Estados], para conter a doença. Mas acho difícil não termos casos de chikungunya autóctone [adquiridos no próprio Estado].


Atualmente, o Estado tem a confirmação de sete casos de chikungunya, todos importados. Uip disse acreditar que, caso venha a aparecer em São Paulo, a febre não deve atingir, ao menos neste ano, os níveis epidêmicos da dengue.

O secretário divulgou os novos números de casos de dengue confirmados em abril — 32.127 casos. Uip afirmou que a incidência da doença deve cair nos próximos meses.


— A tendência é que a dengue arrefeça na maior parte das cidades em nível epidêmico. A situação deve ficar endêmica. Mas ainda devemos ter problemas na cidade de São Paulo, no litoral e no Vale do Ribeira.

Leia mais notícias de Saúde


O secretário disse que a possível adoção da vacina desenvolvida pela multinacional francesa Sanofi, atualmente em fase de homologação pela Anvisa, depende de análises.

— Numa situação ideal, a vacina deve dar 90% de proteção, ter efeito contra os quatro tipos de dengue, ser em dose única e ter baixo custo. A vacina da Sanofi tem um grau de proteção de 60% e precisa de três doses. Então a possível adoção dela tem de ser muito bem avaliada pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde.


Uip diz que a vacina que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan tem a vantagem de ser em dose única.

— Mas ainda está em testes. Na fase 2, a vacina foi testada em 600 voluntários. Na terceira e última fase, são 17 mil voluntários. Esse processo pode durar seis meses, mas pode se prolongar por cinco anos, dependendo dos resultados. Por enquanto, não sabemos qual é a real eficácia dela.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.