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Adaptação genética de serpente é chave para evitar doenças em humanos

Descoberta pode permitir encontrar meio de deter mutações genéticas antes de causar doenças

Saúde|Do R7

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A píton birmanesa é uma das criaturas mais avançadas evolutivamente da Terra, revelou um estudo publicado nesta segunda-feira (2), uma descoberta que pode trazer esperanças para o tratamento de várias doenças que afetam os seres humanos.

O autor principal do estudo publicado nas PNAS (Atas da Academia Nacional de Ciências), David Pollock, disse que "As serpentes parecem ter evoluído funcionalmente muito mais do que outras espécies".


A descoberta pode permitir, no caso dos humanos, encontrar um meio de deter mutações genéticas antes que estas causem doenças.

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Os cientistas consideraram particularmente interessante como este réptil nativo do sudeste asiático é capaz de comer criaturas tão grandes quanto ele próprio.

A píton birmanesa ('Python molurus bivittatus') não só abre a mandíbula para comer uma presa grande como um cervo, mas seus órgãos chegam a crescer muito para digerir rapidamente o animal antes que ele se decomponha.


Em questão de um ou dois dias, o coração, intestino delgado, fígado e rins da serpente aumentam de tamanho entre 35%-150%. Mas uma vez digerida a comida, os órgãos encolhem e voltam ao tamanho normal.

A análise do genoma da píton birmanesa sugere que uma complexa interação entre a expressão gênica, a adaptação das proteínas e as mudanças na estrutura do genoma permite a estas serpentes fazer o que outros com os mesmos genes não conseguem.


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Entender como o corpo da serpente organiza estas mudanças importantes em órgãos-chave pode oferecer uma nova compreensão dos mecanismos existentes por trás de doenças humanas, como insuficiências de órgãos, úlceras e transtornos metabólicos, entre outros, afirmou o co-autor do estudo, Stephen Secor.

— A píton birmanesa tem uma fisiologia incrível. Com seu genoma, agora podemos investigar os muitos mecanismos moleculares ainda sem explorar que ela usa para aumentar dramaticamente sua taxa metabólica, deter a produção de ácido, melhorar a função intestinal, e aumentar rapidamente o tamanho de seu coração, intestino, pâncreas, fígado e rins.

O estudo do genoma da píton birmanesa foi chefiado por Todd Castoe, da Universidade do Texas (sul), e incluiu 38 co-autores de quatro países.

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