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SUS adota novo exame para rastrear câncer de intestino na população

Público-alvo abrange pessoas entre 50 e 75 anos; medida pode ampliar acesso de mais de 40 milhões à detecção precoce da doença

Saúde|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O SUS adotou o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) para rastreamento do câncer colorretal em pessoas de 50 a 75 anos.
  • O exame FIT é menos invasivo, não requer preparo intestinal e detecta sangue oculto nas fezes com alta precisão.
  • A nova estratégia pode beneficiar mais de 40 milhões de brasileiros, visando a detecção precoce do câncer.
  • A medida foi aprovada pela Conitec e busca reduzir a mortalidade ao detectar a doença em estágios iniciais.

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Intestino
Câncer de intestino é o segundo mais frequente no Brasil Reprodução/Freepik

O Ministério da Saúde anunciou nessa quinta-feira (21) a incorporação de um novo protocolo nacional para rastreamento do câncer colorretal (câncer de intestino) no SUS (Sistema Único de Saúde). O Teste Imunoquímico Fecal (FIT, na sigla em inglês) passa a ser o exame de referência para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos de idade. Segundo a pasta, o teste apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.

A estratégia pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença, segundo o ministério.


Esse tipo de câncer é o segundo mais frequente no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma. A estimativa do Inca (Instituto Nacional do Câncer) para cada ano do triênio 2026-2028 é de 53,8 mil novos casos.

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Um estudo recente estimou um aumento de quase três vezes nas mortes por esse tipo de câncer até 2030. Uma das razões que explicam a grande mortalidade da doença é o fato de a maioria dos pacientes só descobrir o câncer em estágios avançados, justamente o que o rastreamento organizado quer impedir.


O FIT é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem ser sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino. Diferentemente dos exames antigos de sangue oculto nas fezes, o FIT utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão do teste.

O paciente recebe um kit para coleta em casa. Depois, o material é enviado para análise laboratorial. Caso o resultado detecte sangue oculto, o paciente será encaminhado para exames complementares. A colonoscopia é considerada o padrão-ouro para avaliação do intestino porque permite visualizar diretamente o cólon e o reto, além de retirar pólipos durante o procedimento, evitando que algumas lesões evoluam para câncer.


O exame FIT não exige preparo intestinal, não precisa de dieta restritiva antes da coleta, pode ser feito com apenas uma amostra, é menos invasivo e tem maior adesão da população.

A diretriz com as orientações para essa nova testagem foi elaborada por especialistas e recebeu parecer favorável da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS), em março deste ano.

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