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América Latina ampliou cobertura de saúde para mais 46 milhões em 15 anos

No estudo, os nove países da região foram analisados

Saúde|Do R7

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A cobertura sanitária na América Latina passou a atingir mais 46 milhões de pessoas nos últimos 15 anos, mostrou um relatório apresentado nesta segunda-feira pela OPS (Organização Pan-americana da Saúde) e pelo BM (Banco Mundial). Para a diretora da OPS, Carissa Etienne muitos dos Estados-membros há avanços significativos no número de pessoas cobertas, na quantidade de serviços oferecidos, no número de doenças com cobertura, na imunização e a redução da mortalidade de mães e crianças

— No entanto, continua a haver desigualdade e podemos fazer muito mais em eficiência. Devemos aumentar a cobertura sanitária especialmente para os mais pobres da sociedade.


Para elaborar este estudo, a OPS e o BM analisaram os dados de nove países da região (Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Jamaica, México e Peru).

— Escolhemos estes países porque eram os que tinham dados disponíveis, temos um problema muito sério de limitação dos dados de pesquisa de famílias e de dados administrativos em nossos países.


O estudo mostrou que todos os países analisados progrediram em cobertura nominal, ou seja, que o número de pessoas com acesso à saúde aumentou significativamente, seja pelo serviço público ou via plano privado. Colômbia, Chile e Uruguai (país estudado em algumas seções do relatório) conseguiram "igualar os benefícios dos planos subsidiados e contributivos".

— Antes os subsidiados tinham um pacote diferente do contributivo, normalmente fornecido pelo empregador, mas estes países conseguiram pôr um e outro no mesmo nível de qualidade.


Uma das conclusões fundamentais do estudo foi que a ampliação da cobertura sanitária na região deriva do reconhecimento feito nos últimos 30 anos pelos países latino-americanos e caribenhos da saúde como um direito.

— Os países se comprometeram a proteger este direito ratificando convenções internacionais e incluindo disposições constitucionais para garantir o acesso à atenção sanitária para todos.


Para Tim Evans, diretor de Saúde, Nutrição e População do Banco Mundial, essa evolução na América Latina e no Caribe é um exemplo para outros países do mundo que estão debatendo adotar esse tipo de medidas.

— Para muitos outros países do mundo que vão começar reformas nesse sentido, isto (o avanço na América Latina e no Caribe) sugere que um progresso muito tangível é possível.

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