América Latina precisa evoluir em saúde sexual, dizem analistas
Maior problema que a região vive atualmente é a ausência de vontade política
Saúde|Do R7
À maioria dos governos da América Latina e do Caribe "falta vontade política" para avançar em temas de saúde sexual e reprodutiva, o que gera "vários problemas" especialmente para os jovens e as mulheres, denunciaram hoje no Uruguai analistas regionais.
— O maior problema que a região vive atualmente é a ausência de vontade política para encarar planos e programas de verdadeira atenção à problemática da saúde sexual e reprodutiva, especialmente entre jovens e mulheres.
Afirmou a diretora do Centro Nacional de Educação Sexual de Cuba, Mariela Castro, filha do presidente cubano Raúl Castro.
— Salvo raras exceções a falta de políticas de saúde sexual e reprodutiva na região que atendam à realidade da mulher é notável
Acrescentou a dirigente cubana em entrevista coletiva.
— Claramente são muitos os países da região que estão mal nesse tema em comparação aos que entendem e atendem a situação, e deu como exemplo que só em Cuba, Guiana e Uruguai o aborto seja legalizado. Em alguns países da região, as mulheres precisam decidir enfrentar um possível aborto em detrimento de sua saúde, inclusive com risco de vida, ou ir à prisão Há muitos países na América Latina onde o tema dos direitos das mulheres está em uma situação bastante precária.
A diretora preferiu não especificar quais são as nações mas atrasadas.
Ao problema das mulheres de não poder decidir livremente sobre seu corpo em relação ao aborto, somam-se outros como gravidez adolescente, mortalidade materna, alta maternidade precoce, aids e outras doenças sexualmente transmissíveis
Mariela integra o Grupo de Trabalho de Alto Nível para a I CIPD (Conferência Internacional de População e Desenvolvimento) da América Latina e do Caribe, realizada em Montevidéu.














