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Análise: tirzepatida vai beneficiar crianças e adolescentes com obesidade e alteração da glicose

Anvisa aprovou o medicamento para tratamento de diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes de 10 a 17 anos

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Anvisa aprovou a tirzepatida para tratamento de diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes de 10 a 17 anos.
  • O medicamento já era autorizado para adultos e agora amplia sua indicação para um público mais jovem.
  • Estudos mostram que a tirzepatida pode reduzir o peso em torno de 12%, melhorando o controle do diabetes.
  • Embora efeitos colaterais como náuseas e dor abdominal sejam comuns, a maioria dos pacientes se adapta bem ao tratamento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, nesta quarta-feira (22), o uso da tirzepatida, vendida como Mounjaro, para o tratamento de diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes de 10 a 17 anos. A decisão amplia a indicação de um medicamento que já era autorizado no país para adultos com a doença e para controle de peso em casos específicos.

Em entrevista ao News das 19h, Clayton Macedo, diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, alerta que esses medicamentos não devem ser chamados de canetas “emagrecedoras” e precisam ser prescritos sob receita e contar com acompanhamento médico para tratar apenas duas doenças — diabetes tipo 2, agora em crianças e adolescentes, e sobrepeso com comorbidades a partir de 18 anos.


Caneta injetável de semaglutida usada para aplicação subcutânea
Médico afirma que náuseas, dor abdominal e alteração do hábito intestinal são esperados durante o tratamento Reprodução/Record News

“Essas canetas reduzem o peso de uma forma significativa, foi o que o estudo que aprovou essas canetas para crianças e adolescentes demonstrou. Uma redução de peso média de em torno de 12% melhora muito o controle do diabetes. E quanto melhor o controle do diabetes, menos complicações crônicas essa criança vai ter”, explica.

Segundo Macedo, é importante não confundir diabetes tipo 2 com tipo 1, que é dependente da insulina, doença na qual ainda não existe aprovação do uso desses medicamentos para pacientes portadores de diabetes insulino-dependente.


“Esse perfil de crianças com obesidade e alteração da glicose é o perfil que mais vai se beneficiar”, diz. O médico aponta ainda que o estudo que gerou a aprovação mostrou que mais de 80% das crianças que usaram esse medicamento atingiram a meta de bom controle de diabetes.

Sobre efeitos colaterais, Macedo afirma que náuseas, dor abdominal e alteração do hábito intestinal são esperados durante o tratamento. “Normalmente as pessoas se adaptam bem — esse estudo mostrou isso. Raramente precisa de medicação de suporte para controlar esses efeitos adversos, e, com o tempo, esses efeitos vão diminuindo”, ressalta.

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