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Mutação no DNA aumenta risco de câncer entre indivíduos da mesma família, aponta estudo

Mapa Genoma Brasil encontrou alteração hereditária em 1 a cada 10 pacientes oncológicos analisados

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Mapa Genoma Brasil revela que 1 em cada 10 pacientes de câncer possui mutações hereditárias.
  • A pesquisa analisou 275 pacientes com câncer atendidos pelo SUS, incluindo diferentes tipos da doença.
  • O estudo identificou o gene P53, associado à Síndrome de Li-Fraumeni, comum nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.
  • A pesquisa visa melhorar o diagnóstico precoce e assegurar a inclusão de novos exames no SUS.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um levantamento pioneiro revelou que o câncer pode estar no DNA da família. O Mapa Genoma Brasil, coordenado pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, encontrou mutação hereditária em 1 a cada 10 pacientes oncológicos. O estudo avaliou 275 pessoas de cinco diferentes regiões do país.

A alteração permanente no DNA aumenta o risco de desenvolver a doença entre indivíduos da mesma família, incluindo as próximas gerações. A amostragem foi realizada em pacientes com câncer de mama, próstata e colorretal em atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde).


Médicos examinam figura no computador
Resultado possibilita diagnóstico precoce e tratamento mais assertivo da doença Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News de terça-feira (12), o médico Gustavo Guimarães, coordenador dos departamentos cirúrgicos oncológicos da Beneficência Portuguesa, explicou a importância dos resultados para o diagnóstico precoce e o tratamento mais assertivo da doença.

“Quando a gente sabe que tem uma mutação, que essa mutação aumenta o nosso risco, a gente pode partir para uma segunda parte, que é o que a gente chama de aconselhamento genético. Identificar os portadores dessa mutação nos familiares próximos daquele paciente e, com isso, fazer rastreamento específico para aquelas populações”, afirma.


Segundo ele, a maioria dos bancos de dados existentes no mundo foi feita a partir da análise de populações europeias e norte-americanas e não explora a diversidade genética do povo brasileiro.

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“Estudos anteriores já mostraram que, no Brasil, existe uma mutação muito específica, que remonta provavelmente a um parente comum há mais de 300 anos, que disseminou essa região, principalmente no Sul e Sudeste, e foi encontrada também no nosso estudo”, detalha o médico, ao se referir ao gene P53, responsável pela síndrome de Li-Fraumeni.


O objetivo do estudo é incorporar os testes genéticos para toda a população em um futuro breve, afirma Guimarães. “A ideia maior é que isso seja incorporado em futuro breve, para que toda a população tenha conhecimento e acesso ao que há de mais moderno, que são os testes genéticos e o seu conhecimento da sua genética em todas as suas facetas que existem, desde farmacogenômicas e outras mais que a gente vai poder incorporar em médio prazo, com certeza, para a população ter esse benefício”, completa.

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