Infectologista alerta sobre perigos de confundir sintomas de hantavírus com os da dengue
Entrevistada também compartilhou principais cuidados em torno da doença e importância de diagnóstico precoce no tratamento
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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O Ministério da Saúde confirmou que os dois casos de infecção por hantavirose registrados no Rio Grande do Sul não pertencem ao genótipo Andes, variante transmissível entre humanos que foi encontrada no cruzeiro que sofreu um surto da doença. A pesquisadora e médica da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), Elba Lemos, tranquilizou a população no Alerta Brasil desta terça-feira (12).
Durante entrevista, ela deixou claro que no Brasil existem diversas variantes do hantavírus, mas que nenhuma delas possibilita o contágio entre humanos e estão todas conectadas a diferentes tipos de roedores. “A forma de transmissão mais comum é quando a gente entra em contato com o rato ou com a urina, as fezes, a saliva, e ali está cheio de partículas virais que inalamos”, assegurou a médica.

Uma vez infectado, os sintomas mais comuns são febre alta, dor de cabeça, dor no corpo, indisposição, mal-estar, náusea, vômito, diarreia e tosse seca. Segundo Elba, o quadro pode se agravar em poucas horas; por isso, um diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de sobrevivência. Contudo, devido à semelhança com os sintomas da dengue, muitos pacientes podem confundir a doença e o método de tratamento.
“Se pensar em dengue, o paciente vai fazer a hidratação. Isso é muito ruim para a hantavirose, porque o foco da infecção é o pulmão e os vasos ficam dilatados. Se você toma muito líquido, você encharca ainda mais o pulmão e piora o quadro”, explicou a infectologista.
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No momento, ainda não existe um antiviral que combate o hantavírus, porém Elba declara que o acompanhamento correto e o tratamento com suporte respiratório são maneiras efetivas de se combater o patógeno: “Se você fizer toda essa condução terapêutica cuidadosa, 60% até 80% dos pacientes sobrevivem. Ficam naquela fase de convalescença que pode durar mais dois meses, mas ficam curados”.
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