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Anvisa concede registro a medicamento brasileiro inovador contra tuberculose

Remédio reúne quatro dos principais princípios ativos utilizados no combate à tuberculose

Saúde|Do R7

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Tratamento tradicional contra a tuberculose, com o consumo diário de vários comprimidos, dura pelo menos seis meses
Tratamento tradicional contra a tuberculose, com o consumo diário de vários comprimidos, dura pelo menos seis meses

As autoridades da área de saúde concederam registro a um medicamento contra a tuberculose desenvolvido por pesquisadores de uma laboratório público brasileiro, que combina quatro princípios ativos e eleva a eficácia do tratamento. O registro foi concedido nesta semana pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), informou o Farmanguinhos, um laboratório vinculado ao Ministério da Saúde e responsável pela inovação.

O remédio é conhecido provisoriamente como 4 x 1 porque reúne quatro dos principais princípios ativos utilizados no combate à tuberculose. O fármaco brasileiro reúne rifampicina em uma concentração de 150 miligramas, isoniazida (75 mg), pirazinamida (400 mg) e etambutol (275 miligramas).


Além de elevar a eficácia, o fármaco, do qual o paciente tem que ingerir um comprimido diário durante todo o tratamento, pode reduzir significativamente as elevadas taxas de abandono do tratamento porque muitos pacientes se cansam de ter de tomar vários remédios e até várias vezes por dia.

Tuberculose mata quase 5.000 brasileiros por ano


"Este tipo de formulação em dose fixa combinada é considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como a forma mais eficaz de combate à tuberculose, já que reduz o número de comprimidos que têm que ser tomados pelo paciente diariamente", informou o Farmanguinhos em comunicado.

O tratamento tradicional contra a tuberculose, com o consumo diário de vários comprimidos, dura pelo menos seis meses. De acordo com o Farmanguinhos, uma vez registrado o medicamento, a entidade tem um prazo de três anos para implantar toda a tecnologia de produção do fármaco no CTM (Complexo Tecnológico de Remédios), no Rio de Janeiro. "De acordo com o cronograma, o início da produção está previsto para 2017", afirmou a coordenadora de Desenvolvimento Tecnológico de Farmanguinhos, Gisele Moreira, citada no comunicado.


A produção do remédio gerá uma economia ao Ministério da Saúde do Brasil de cerca de R$ 11 milhões, que anualmente gasta para distribuir gratuitamente remédios contra a tuberculose, uma doença que no ano passado registrou 71.123 novos casos no país.

Segundo estatísticas do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 4.406 mortes por tuberculose em 2012, principalmente entre pessoas que vivem na rua, portadores do vírus da aids, presos e indígenas.

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