Anvisa proíbe fabricação e venda de suplementos, emagrecedores e lote de remédio oncológico
No caso do medicamento usado no tratamento contra cânceres, fabricante descobriu fármacos falsificados distribuídos como originais
Saúde|Do R7, em Brasília
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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu nesta segunda-feira (17) a fabricação e a venda de produtos irregulares. Um deles é o suplemento alimentar New Fit, sob responsabilidade da empresa Romario Barbosa Bueno — RBB Top New (CNPJ nº 43.993.023/0001-57).
Um teste efetuado por pesquisadores do Laboratório de Química da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) identificou a presença de substâncias ativas não declaradas na rotulagem do produto: sibutramina — tarja preta que atua no controle da fome —; fluoxetina (antidepressivo); e furosemida (diurético com atuação nos rins).
A medida determina a apreensão do produto, além de proibir a divulgação, a distribuição e o uso dele.
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Outro alvo da Resolução nº 3.242/2026 da Anvisa é o Mounja Gummy, fabricado pela Bela Blue Beauty Ltda (CNPJ: 45.820.042/0001-07).
O produto, que não tem registro, notificação ou cadastro na Anvisa deve ser apreendido. Além disso, não pode ser fabricado, vendido, distribuído, importado ou divulgado no país.
A medida também prevê a apreensão do Lote nº 10008808 do medicamento oncológico Trodelvy.
A detentora do registro do produto oncológico, Gilead Sciences Farmacêutica do Brasil Ltda. (CNPJ 15.670.288/0001-89), informou desconhecer esse lote e o classificou como falsificado.
Produtos Shark Pro
A agência determinou, ainda, o recolhimento de todos os suplementos alimentares da marca Shark Pro, fabricado pela RCA Labs Ltda (CNPJ: 30.358.538/0001-33).
Inspeção da Vigilância Sanitária municipal de Capivari (SP) na empresa constatou falhas graves de boas práticas de fabricação, entre elas a ausência de controle de qualidade e armazenamento inadequado da matéria-prima, além da ausência de registros de manutenção preventiva dos equipamentos.
Também houve comprovação da ausência de estudos de estabilidade dos suplementos alimentares e falta de regularização — ou notificação — de alguns suplementos alimentares. Assim, esses produtos não podem ser fabricados, distribuídos, divulgados ou usados.
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