Câncer de mama não está tendo ‘rastreamento adequado’ no Brasil, diz pesquisadora
De acordo com Nina Melo, a cobertura mamográfica no país está em torno de 20%, abaixo dos 70% recomendados pela OMS
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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Sete em cada dez mulheres de 20 a 29 anos diagnosticadas com câncer de mama no SUS (Sistema Único de Saúde) descobrem a doença em estágio avançado, segundo um relatório do Observatório de Oncologia, ligado à Associação Brasileira de Câncer do Sangue, em parceria com o Instituto Natura.
A baixa cobertura de mamografias no Brasil está contribuindo para esse diagnóstico tardio, afirma Nina Melo, coordenadora de políticas públicas da associação, em entrevista ao Jornal da Record News.

De acordo com a especialista, a cobertura mamográfica no país está em torno de 20%, abaixo dos 70% recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde). “Esses números revelam, primeiro, que a gente não está conseguindo fazer o rastreamento adequado nas mulheres-alvo, no público-alvo”, comenta.
Para Nina, as campanhas de conscientização precisam ser acompanhadas por ações que facilitem o acesso das mulheres aos exames. Ela também cita barreiras geográficas e sociais e a necessidade de deslocamento para outros municípios para realizar uma mamografia. “Não adianta a gente fazer as campanhas de conscientização, como a Outubro Rosa, por exemplo, e ela reconhecer que precisa procurar o serviço se ela se depara com alguma barreira”, diz.
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A especialista também explica que o diagnóstico do câncer em estágios mais avançados aumenta os impactos para as pacientes e para o SUS, devido à necessidade de tratamentos mais caros e prolongados. “Quando a gente diagnostica mais tarde, é ruim para todo mundo. Além de a paciente ter as chances de cura diminuídas e ter o impacto enorme na sua qualidade de vida, é ruim também para o sistema”, finaliza.
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