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Apesar de esquecido, câncer de mama entre homens merece atenção

Foram mais de 2.000 casos identificados entre 2020 e 2023, muitas vezes em estágio avançado

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O câncer de mama também afeta homens, com mais de dois mil casos identificados entre 2020 e 2023.
  • Os sintomas iniciais podem incluir lesões na mama e axila, enquanto dores ósseas e alterações hepáticas indicam estágios avançados.
  • O tratamento para homens difere do direcionado a mulheres, devido à menor validação de estudos.
  • Exames de rotina não são necessários para homens, mesmo com histórico familiar, a menos que o teste genético do parente afetado seja positivo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Outubro Rosa é marcado como o mês da conscientização do câncer de mama, mas enganam-se os que acreditam que a doença só pode acometer mulheres. Um levantamento da Sociedade Brasileira de Radioterapia identificou mais de 2.000 casos em homens entre 2020 e 2023. O oncologista clínico Pedro Moraes alertou sobre a pauta durante o Link News desta quarta-feira (14).

“Todo mundo esquece. Os pacientes, que nem têm essa percepção, e muitos colegas médicos também. [...] O que faz com que o diagnóstico sempre seja muito atrasado. [...] Se aparece uma lesão nodular na mama, o homem não pensa: ‘pode ser um câncer’. Ele vai pensar que pode ter batido”, afirmou o especialista.

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Os casos de câncer de mama em homens representam apenas 1% do total de casos. Ainda assim, a população masculina deve ficar atenta aos possíveis sintomas. Na fase inicial, lesões ou alterações na área da mama e da axila podem ser sinais. Já dores ósseas, corporais e alterações hepáticas costumam ocorrer quando o tumor já está em um estágio mais avançado.

Uma vez identificada a doença, o tratamento empregado é diferente do direcionado às mulheres, uma vez que os estudos deste tipo de câncer entre homens não possuem o mesmo aprofundamento. “O tratamento anti-hormônio e o tratamento sistêmico acabam tendo uma validação maior na população feminina do que na masculina”.

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Por conta disso, Moraes explicou como funciona a realização de exames entre homens com histórico familiar da doença: “Mesmo no homem que tem risco maior, a gente não precisa fazer exame de rotina. [...] O que a gente sempre tem que fazer na parte da testagem de genética é testar primeiro a pessoa que tem o câncer. [...] Se essa familiar minha que teve câncer de mama fez o teste genético e ela não tem, eu não devo fazer o teste”.

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