Brasil tem casos de microcefalia em bebês associados ao zika vírus
De acordo com Ministério da Saúde, 134 casos tem relação com vírus
Saúde|Do R7

Em 2015, o aumento impressionante no número de casos de bebês com microcefalia, doença em que há a má-formação de cerebral e provoca diversas sequelas, alarmou a população, a comunidade médica, governantes. Até o sábado (12), O Brasil registrou 2.401 casos de microcefalia, má-formação cerebral em bebês, em 549 municípios e 19 Estados e do Distrito Federal. Do número total de casos notificados, 134 casos já foram confirmados, 102 casos foram descartados e os outros seguem em investigação.
Após investigações, o Ministério da Saúde confirmou a ligação entre a epidemia da doença no Nordeste à infecção pelo zika vírus, após o terceiro caso de bebê nascido com o problema. Em 2014, foram 147 registros de casos em todo o Brasil.
O assunto foi considerado inédito na literatura médica. Por isso, o Governo Federal segue com as investigações, e também notificou a OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre duas ocorrências de mortes em decorrência do zika. Esse fato pegou de surpresa a comunidade científica nacional.
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Os estudos precisam ainda tentar decifrar a atuação do zika no organismo, como ele ataca o sistema nervoso em formação dos fetos e o período de maior vulnerabilidade para gestantes. A tese mais provável avaliada pelos pesquisadores é que o maior risco para o feto ocorreria ainda no primeiro trimestre da gestação, período em que o sistema neurológico do feto está em formação.
A suspeita de que o zika poderia estar provocando os casos de microcefalia começou em Permabuco nos últimos meses. No fim de novembro, Recife e o Estado decretaram estado de emergência por causa da epidemia de dengue e do aumento de incidências de chikungunya e zika, todos transmitidos pelo mosquito Aedes aegypt. Em 2015, só o Estado de Pernambuco registrou quase 500 casos.
Com o decreto, o governo e a prefeitura podem adotar imediatamente, sem licitação, medidas administrativas necessárias para imediata resposta à situação, como implantação de força- tarefa para enfrentamento do mosquito e contratação temporária de profissionais.
Depois de Pernambuco, surgiram novos relatos em outros Estados do Nordeste, como Rio Grande do Norte e Sergipe. Recentemente, Rio de Janeiro registrou casos suspeitos, assim como Goiás.
Gestantes devem tomar cuidado
O diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Mairevovitch afirmou em entrevista no fim de novembro “que nem todos os casos relatados podem estar relacionados ao vírus”. A doença, até agora considerada rara, também pode ser provocada por infecções da gestante por herpes, toxoplasmose, citomegalovírus e também por doenças genéticas.
Após a confirmação da ligação entre o vírus e a microcefalia, o Ministério da Saúde informou que gestantes devem reforçar o uso de repelentes, proteger-se contra mosquitos e evitar o contato de pessoas que apresentem sintomas da doença (febre baixa, coceiras e manchas vermelhas pelo corpo). A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirmou que todos os produtos com registro no País são considerados seguros para uso.













