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Calor extremo causa mortes no Brasil, e pesquisadora alerta: ‘Tendência de aumento’

Especialista analisa pesquisa da Fiocruz e diz que ondas de calor devem ser tratadas como questão de saúde pública

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Brasil registrou 120 mil mortes associadas a ondas de calor em 20 anos, segundo pesquisa da Fiocruz.
  • Pesquisadora Beatriz Oliveira alerta para a tendência de aumento das mortes e destaca a importância do calor como questão de saúde pública.
  • Os principais grupos de risco incluem idosos, mulheres e crianças, que enfrentam desafios maiores diante dos efeitos do calor.
  • Reforço no serviço público de saúde e distribuição de postos de hidratação são estratégias essenciais para minimizar os efeitos do calor extremo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo uma pesquisa lançada pela Fiocruz nesta semana, o Brasil registrou 120 mil mortes associadas a ondas de calor em 20 anos. Beatriz Oliveira, pesquisadora da instituição, alerta sobre uma “tendência de aumento” nesse cenário e destaca a importância de considerar o calor intenso e persistente como uma questão de saúde pública.

A pesquisa foi realizada com base em uma análise dos efeitos do calor acumulado em sete dias. Comparando os dias sob onda de calor com os que apresentam uma temperatura normal, a especialista pôde justificar o alto número de mortes e relacioná-los a processos fisiopatológicos, que sobrecarregam os sistemas cardiovascular e respiratório, progredindo para efeitos mais graves, como o óbito.


Beatriz explica que os mecanismos fisiológicos do corpo humano são sobrecarregados quando expostos a altas temperaturas, esforçando-se para dissipar o calor e manter o corpo na temperatura padrão (36°C). Sintomas como desidratação, câimbras e tonturas são comuns nesse processo, causando um superaquecimento interno que pode causar um colapso dos órgãos.

A pesquisadora aponta os idosos como o principal grupo de risco frente a esses efeitos: “É um grupo que está mais sensível a esses efeitos do calor e que tem uma capacidade de resposta um pouco mais frágil, mais desafiadora frente a esses eventos”. Além dos idosos, mulheres e crianças também podem ter maiores dificuldades para enfrentar as respostas patológicas do corpo.


Como principal forma de minimizar esses efeitos, Beatriz destaca a importância de pensar estrategicamente em como fortalecer o serviço público de saúde para responder aos eventos extremos, bem como distribuir postos de hidratação para a população. É essencial diminuir a exposição ao calor e à intercalação abrupta de ambientes muito quentes para muito frios, procurando sempre lugares ventilados e com sombra.

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