Câmara dos EUA aprova corte de fundos para reforma da saúde de Obama
Saúde|Do R7
Washington, 20 set (EFE).- A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, de maioria republicana, aprovou nesta sexta-feira uma medida para impedir o repasse de fundos para a reforma da saúde de 2010, considerada o principal conquista legislativa do presidente Barack Obama. A medida, adotada dentro da lei de financiamento provisório do governo, não tem chances de prosperar no Senado, de maioria democrata, mas pela primeira vez põe em risco a continuidade das atividades do governo federal. Na decisão a Câmara autoriza os fundos necessários para que a Administração funcione até dezembro, menos os previstos para serem aplicados na reforma da saúde. A previsível rejeição do Senado à decisão republicana eleva o risco de um desacordo irreconciliável entre as duas câmaras que termine obrigando o governo a fechar um acordo a partir de 1º de outubro. O líder da maioria democrata do Senado, Harry Reid, disse que o projeto de lei estava "morto" antes mesmo de chegar ao Senado. Estima-se que o Senado devolverá o projeto de lei como um simples projeto de financiamento temporário do governo, como tinha sido o caso até agora cada vez que o país enfrentou a falta de um orçamento federal completo. A Casa Branca garantiu o veto de Obama no improvável caso de a medida chegar a sua mesa. O projeto modificado pelo Senado, sem a disposição relativa a lei de saúde, provocará com certeza a rejeição dos republicanos da câmara, a maioria dos quais, atiçados pela ala mais conservadora - o Tea Party - que parece disposta a fazer o que for necessário para acabar com a reforma de Obama, inclusive bloqueado as ações do governo federal. O senador republicano pelo Texas, Ted Cruz, principal aliado da cruzada contra a "Affordable Care Act" (lei de Assistência de Saúde Acessível), garantiu que a grande prioridade para o partido nestes momentos é "revogar o Obamacare", como a oposição chama a lei. EFE rg-jms/cd













