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Canetas emagrecedoras sem o crivo da Anvisa têm riscos até fatais, alerta médico

Medicamentos contrabandeados entram no mercado brasileiro com riscos graves à saúde de quem os utiliza

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Canetas emagrecedoras ilegais são o segundo produto mais apreendido no Brasil, segundo a Receita Federal.
  • Produtos contrabandeados incluem substâncias ainda em fase de pesquisa clínica e não aprovadas pela Anvisa, como a tirzepatida.
  • Alterações na estrutura química e conservação inadequada podem gerar reações imprevisíveis e aumentar riscos à saúde.
  • Uso de medicamentos ilegais pode causar sintomas graves, como náusea, gastrite, dores abdominais, danos no fígado e rim, e reações alérgicas.

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De acordo com a Receita Federal, na alfândega de Foz do Iguaçu, em 2026, as canetas emagrecedoras passaram a ser o segundo produto mais apreendido no Brasil. Os remédios só podem ser usados com receita médica, tanto pelos riscos à saúde quanto pelo alto índice de falsificação.

Nos últimos meses, uma operação da Polícia Federal revelou que, além das canetas já conhecidas, também estão sendo contrabandeados produtos fabricados com substâncias que ainda estão em fase de pesquisa clínica e não foram aprovadas pela Anvisa, como é o caso da tirzepatida.


Investigações identificaram a entrada de substâncias ainda em fase de pesquisa clínica Reprodução/Record News

Segundo Clayton Macedo, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, qualquer mudança na estrutura química das moléculas presentes no medicamento pode gerar reações imprevisíveis no organismo. A conservação térmica é um dos mecanismos básicos para a molécula permanecer estável, e os transportes ilegais do medicamento mudam a estabilidade dessa substância.

Além disso, essas versões alternativas podem ter alterações quanto à pureza, à integridade em termos de conservação e concentração da molécula, e contaminantes podem gerar reações imprevisíveis para quem usa o padrão de medicação que não tem o crivo da Anvisa: “Recentemente, tivemos uma análise na Unicamp que demonstrou, em uma das amostras, 60% a mais de concentração, e em outra, 20%. Então, isso aumenta o risco de efeitos adversos”, alertou o especialista.


Segundo Clayton, o uso de medicamentos ilegais pode revelar sintomas de náusea, gastrite e dores abdominais agudas que podem levar à internação, além de danos no fígado e no rim e reações alérgicas: “Qualquer versão não aprovada pela Anvisa pode pôr o paciente a esses riscos, que muitas vezes são imprevisíveis e graves, e alguns até fatais”, alertou.

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