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Pesquisas genéticas abrem novos caminhos para lidar com a covid-19

Duas linhas de investigação tentam responder por que algumas pessoas são mais propensas a desenvolverem uma forma mais grave da doença

Coronavírus|Do R7

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Duas linhas de pesquisas genéticas devem abrir novos caminhos para lidar com a covid-19
Duas linhas de pesquisas genéticas devem abrir novos caminhos para lidar com a covid-19

Desde início da pandemia do novo coronavírus, pesquisadores em todo o planeta tentam entender como o Sars-Cov-2 (nome oficial do vírus) atua no organismo humano. E por que alguns pacientes que não são do grupo de risco desenvolvem casos graves da doença?

Com base nesse questionamento, o Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa trabalha em duas linhas de investigação com viés genético, que levam em conta os vários registros de famílias inteiras comprometidas pelo vírus e com sintomas graves.

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"Estamos começando nossas análises e esperamos conseguir obter mais informações sobre o funcionamento dessa infecção", explica a Dra. Anamaria Camargo, coordenadora e pesquisadora da instituição.

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Linhas de pesquisa

A primeira linha de trabalho irá investigar variações genéticas no gene ECA2 (enzima conversora da angiotensina 2), que é usado como porta de entrada da infecção provocada pelo Sars-Cov-2 e está presente em células no pulmão, intestino, rim, epiteliais e nos vasos sanguíneos.

"Queremos entender os casos de pacientes que não estão nesses grupos de risco e que apresentam um quadro mais grave da doença. Nossa hipótese é que certas variações no gene ECA2 favoreçam a entrada do vírus nas células", informa a cientista.

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Já a segunda linha vai analisar a resposta do sistema imunológico de pessoas com a infecção. Em alguns casos, observa-se uma resposta maior do que outras. Entender o que causa essa diferença é importante para saber como a defesa do paciente combate a infecção viral. A pesquisa pretende sequenciar uma parte específica do genoma do paciente, chamada HLA (Sistema de Antígeno leucocitário humano).

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"O conhecimento possibilitará identificar pacientes que tenham dificuldade em desenvolver uma resposta de defesa e eliminar o vírus, e que, portanto, têm maiores chances de desenvolver formas graves da doença", conclui a Anamaria.

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