Delegada pode ser afastada de caso no PR
Saúde|Do R7
A suposta quebra do sigilo de Justiça que envolve a prisão da médica Virgínia Soares de Souza, suspeita de matar pacientes na UTI do Hospital Evangélico, em Curitiba, pode afastar a delegada do Núcleo de Repressão de Crimes Contra a Saúde (Nucrisa), Paula Brisola, do caso. O advogado do hospital, Gláucio Pereira, sustenta que o mandado de prisão contra a médica deveria ter sido cumprido no endereço residencial. E disse que houve espetacularização da polícia e da mídia, o que tornou o caso público.
O advogado de defesa de Virgínia, Elias Mattar Assad, entregou pedido de assistência ao presidente da Comissão de Defesa de Prerrogativa da OAB-PR. Segundo ele, a polícia tem descumprido ordem judicial ao não entregar toda documentação relativa ao processo. O presidente da comissão, Edward Carvalho, disse que houve abuso de autoridade. Por isso, a delegada pode ser levada à Corregedoria da Polícia Civil. Mas a assessoria da polícia negou que houvesse algum tipo de desrespeito judicial no desenrolar do processo.
Na segunda-feira (25), uma enfermeira que trabalhava com Virgínia foi presa após se apresentar. Com isso, sobe para cinco o número de detidos desde o dia 19.
O Ministério da Saúde designou um auditor do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) para acompanhar e contribuir com as investigações. Esse é um caso de polícia, não de saúde, afirmou o ministro Alexandre Padilha. Ele afirma que o auditor foi colocado à disposição assim que as denúncias vieram à tona, na semana passada. O auditor vai contribuir na investigação tanto com o Ministério Público quanto no próprio hospital, disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.















