Delegado reitera suspeita contra médica de UTI
Saúde|Do R7
A suspeita de que a médica Virgínia Soares de Souza, presa no dia 19 sob a acusação de homicídio qualificado quando atuava na UTI do Hospital Evangélico, em Curitiba (PR), acelerava a morte de pacientes que estariam utilizando os leitos do SUS na unidade foi reforçada ontem pelo presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Paraná (Adepol), Kiyoshi Hattanda. Ele disse que as gravações às quais teve acesso e constam no inquérito que apura as mortes na UTI do hospital são "estarrecedoras".
"Lamentavelmente, essa é uma das situações de distinção de pessoas que estavam em determinados leitos", disse. Hattanda reforçou a tese da delegada do Núcleo de Repressão de Crimes Contra a Saúde (Nucrisa), Paula Brisola, responsável pelas investigações há um ano, de que a divulgação de detalhes do processo pode provocar pânico. "Se forem divulgados todos os detalhes haverá uma comoção social muito maior do que já está acontecendo."
Na entrevista coletiva, convocada pelo Sindicato dos Delegados de Polícia (Sidepol), o presidente Jairo Estorilho disse que a entidade apoia a delegada Paula, cujo afastamento foi pedido anteontem pela diretoria do hospital. "Ela está agindo dentro de toda legalidade", afirmou.
Elias Mattar Assad, advogado de Virgínia, aguardava até o fim da tarde de ontem o deferimento de um mandado de segurança para o acesso a todos prontuários, áudios, filmes e documentos do processo.
Julio Cesar Lima













