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Dengue aumenta risco de complicações no parto, e pesquisador sugere ampliar vacinação

Doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti causam danos ainda maiores à saúde de gestantes e fetos do que o pensado

Saúde|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Professor Thiago Cerqueira Silva defende a ampliação do público elegível para a vacina da dengue.
  • Atualmente, a vacina está disponível apenas para crianças de 10 a 14 anos no Brasil.
  • Estudos mostram que infecções por Aedes aegypti aumentam complicações na gravidez e riscos para gestantes e fetos.
  • Pesquisa analisou mais de 6,9 milhões de nascidos vivos, revelando riscos como parto prematuro e morte neonatal.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

PRINT RECORD NEWS - LINK - DENGUE VACINA RJ Reprodução/Record News

Infecções causadas pelo mosquito Aedes aegypti aumentam o risco de complicações no parto. A constatação é de um estudo da Fundação Oswaldo Cruz publicado na revista Nature Communications.

A pesquisa analisou mais de 6,9 milhões de nascidos vivos no Brasil entre 2015 e 2020 e revelou que a infecção durante a gestação está associada a maiores riscos tanto para a mãe quanto para o bebê, incluindo parto prematuro, baixo peso ao nascer e até morte neonatal.

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“Atualmente, já tem vacina contra a dengue. No Brasil, por enquanto, estão sendo vacinadas apenas crianças de 10 a 14 anos. Mas seria interessante que o Ministério da Saúde ampliasse esse leque de pessoas elegíveis para vacinar”, diz Thiago Cerqueira Silva, professor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

Ao Conexão Record News de sexta-feira (26), Silva considera que as complicações na gravidez causadas pelos vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti são maiores do que os pesquisadores pensavam anteriormente.

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“O zika já era bem conhecido, então já tinha essa conscientização do aumento do risco de anomalia congênita com zika e outras complicações. Mas a gente vê a mesma parecido para dengue e chikungunya”, explica.

Desta forma, o especialista avalia que esta descoberta representa um problema para a saúde pública brasileira. Além de considerar um desafio a ser superado na proliferação do mosquito, ele também defende a ampliação das populações elegíveis para receberem a vacina que protege contra a dengue. Disponível no Sistema Único de Saúde, o imunizante tem indicação para pessoas de 10 a 14 anos no momento.

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