Dificuldade para largar o cigarro está ligada ao grau de dependência
Especialistas dão dicas de como abandonar o vício de uma vez por todas
Saúde|Do R7

Apesar de todos os males que o cigarro causa à saúde, 1,2 bilhão de pessoas no mundo ainda fuma, segundo estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde). O tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo, mas ainda mata 200 mil brasileiros por ano, de acordo com dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer).
Em cada tragada, o fumante inala 7.000 substâncias diferentes, sendo 4.700 delas conhecidas. A nicotina está entre elas, mas, ao contrário do que muitos acreditam, é a que menos faz mal à saúde, alerta o pneumologista José Roberto Jardim, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
— Seu grande problema é a dependência. Desse total de substâncias conhecidas, de 40 a 50 são cancerígenas, ou seja, em cada tragada, a pessoa inala essa totalidade de “poluentes” para o pulmão.
O tempo de tabagismo não é o principal obstáculo do fumante. Segundo o especialista, o grau de dependência à nicotina é um dos fatores determinantes para ele ter mais ou menos dificuldade na hora de abandonar o vício, avisa a cardiologista Jaqueline Issa, diretora do Programa de Tratamento de Tabagismo do Incor (Instituto do Coração).
— No grau mais moderado da dependência, por exemplo, a simples mudança na rotina e atividade física já ajudam a largar o vício. Já para quem está dependente em grau de moderado a elevado, o tratamento com medicação alivia muito o desconforto e aumenta a chance de abandonar o cigarro.
Infertilidade, impotência sexual e perda dos dentes. Veja 10 doenças causadas pelo cigarro
Entre as principais consequências do cigarro estão câncer de pulmão, DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), doenças cardiovasculares, gastrite, menopausa precoce, osteoporose, infertilidade, perda dos dentes, entre outros.
Portanto, não hesite: deixar o cigarro melhora a “qualidade de vida, a redução do risco de desenvolver doenças associadas ao cigarro, a respiração, o fôlego, o cansaço e tudo mais”, garantem os médicos.













