Doenças do coração representam 31% de todas as mortes, apontam dados
Cardiologista destaca fatores de risco e sinais de alerta
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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O Dia do Cardiologista, data criada para homenagear os médicos que cuidam da saúde do coração, é comemorado nesta sexta-feira (14). Nesta semana, o Senado Federal aprovou um protocolo para urgências cardiovasculares no SUS, que prevê uma padronização no atendimento no caso de emergências envolvendo doenças cardiovasculares.
De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, as doenças relacionadas ao coração representam cerca de 31% de todas as mortes, o que equivale a aproximadamente 400 mil óbitos por ano. Em entrevista ao Conexão Record News, o médico Álvaro Paiva, do Hospital Moriah, destaca que, apesar dos números alarmantes, há um “espaço enorme” para diminuir essa mortalidade.

“Para você ter uma ideia, num paciente com pressão alta, a pressão corresponde a 40% do risco de infarto daquela pessoa. Então vale a pena a gente falar disso, chamar a atenção para esses números, porque muitas dessas mortes seriam preveníveis”, diz o especialista. A aterosclerose, que provoca parte significativa das doenças do coração, se dá por um entupimento das artérias por gordura.
Antes da manifestação mais grave da doença, que pode provocar morte súbita, Paiva destaca alguns sinais de alerta. “O infarto pode, sim, trazer alguns sintomas antes do evento principal, dias ou semanas antes. É importante as pessoas ficarem atentas a isso. Eventos de dor torácica, sensação de palpitação, aperto no peito, principalmente relacionados a algum esforço, momentos de estresse, podem aparecer semanas antes do infarto acontecer.”
Além do infarto, o AVC (acidente vascular cerebral) está entre as principais doenças cardiovasculares que podem ser evitadas. “Eu tenho entupimentos nas artérias que levam o sangue para o cérebro funcionar e surgem da mesma fonte: da hipertensão, sedentarismo, obesidade, tabagismo. Todos os fatores de risco para o infarto são os mesmos fatores de risco para o acidente vascular cerebral”, pontua.
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