Entenda por que o índice de mortalidade materna ainda é alto no país e como mudar esse cenário
Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna é celebrado nesta quinta (28) e reforça a importância dos direitos da gestante e da puérpera
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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O Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna é celebrado nesta quinta-feira (28), uma data que tem o objetivo de reforçar a importância de ações sobre a saúde das mulheres e de enfatizar a importância dos direitos da gestante e da puérpera.
O Brasil ainda perde centenas de mulheres por ano durante a gestação ou em um período de 42 dias depois do fim da gravidez. A mortalidade materna no país é de 56,4 a cada 100 mil nascidos vivos, segundo dados de 2024. Neste ano foram registradas 1.347 mortes.

A meta do país é chegar a 30 mortes a cada 100 mil nascidos vivos até 2030. Os dados são do sistema de informações sobre mortalidade, consultados no Observatório da Saúde Pública. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, nove em cada dez dessas mortes são evitáveis.
Em entrevista ao Conexão Record News, Inessa Beraldo de Andrade Bonomi, médica e vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Gestão de Alto Risco, alerta que, para enfrentar esse problema, a rede de saúde precisa funcionar de uma forma mais conectada entre a atenção primária da saúde, atenção especializada e atenção hospitalar, para reduzir a mortalidade materna.
“As mulheres precisam estar mais conscientes sobre os riscos que elas enfrentam ao engravidar, então os sinais de alerta que temos para possíveis complicações precisam estar bem claros na cabeça de todas as mulheres”, diz.
Segundo a médica, as principais causas de morte materna no Brasil e no mundo são: hemorragia, hipertensão, infecção e causas clínicas que complicam a gravidez. Inessa explica que existem alguns fatores que podem elevar o risco da gestação, como, por exemplo, pacientes hipertensas ou que desenvolvem pré-eclâmpsia têm uma chance maior de complicações. “Uma paciente que tem anemia na gravidez ou que tem cesarianas anteriores ou que tem uma placenta baixa tem mais risco de ter hemorragia pós-parto”, completa.
Inessa afirma que é preciso trazer um alerta para que as mulheres fiquem atentas aos sinais de complicações durante o período pós-parto, para que possam procurar atendimento médico o mais rápido possível e evitem problemas ainda mais graves.
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